Olga foi escolhida vencedora de um dos maiores prêmios de literatura do mundo com o romance “Os Vagantes”, publicado no Brasil em 2014 pela editora Tinta Negra e já esgotado.

A citada escritora polonesa foi eleita no último dia 22 de maio como ganhadora do prêmio Man Booker, do reino unido… Um dos mais importantes do mundo e que garante uma quantia de 50 mil euros para serem divididos entre a ganhadora e sua tradutora Jennifer Croft.

O Man Booker International Prize reconhece as obras estrangeiras traduzidas para o inglês e publicadas no Reino Unido.

Olga Tokarczuk nasceu em 29 de janeiro de 1962 em Sulechow, no oeste da Polônia, estudou psicologia na Universidade de Varsóvia e trabalhou como terapêuta durante anos, antes de escrever oito romances e duas coletâneas de contos.

Em inglês o título ficou “Flight” (Voo), e em polonês o original seria “Bieguni”, fazendo referência a uma seita dos que decidem vagar sem rumo, pois segundo o jornal britânico The Guardian o livro é formado por histórias que carregam um caráter de significados que passam por o sentido do lar para o ser humano, a mortalidade, deslocamentos do corpo e outros temas variados contudo ao mesmo tempo ligados ao desprendimento em diferentes épocas e situações.

O jornal The Guardian chamou o romance de “um discurso apaixonado e cativante sobre as conexões profundas, a aceitação da ‘fluidez’, da mobilidade, do ilusório”. “Os Vagantes” reúne uma série de histórias, incluindo um conto do século XVII sobre o anatomista holandês Philip Verheyen, que dissecou e desenhou detalhes de sua perna amputada, e uma história do século XIX sobre o coração do finado Chopin, que viajou oculto de Paris a Varsóvia.

A presidente do júri do concurso, Lisa Appignanesi, elogia a voz narrativa de Olga afirmando que não se trata de algo tradicional, e apresenta um tom tão peculiar que ela opta por denomina – la do mesmo modo como a autora o faz: “constelação romancesca”.

De fato interessante vermos que em épocas onde os padrões e técnicas tradicionais se engessam ao redor do mundo, e inclusive no mercado literário, um prêmio tão relevante para o mundo da leitura tenha sido conquistado por alguém que ainda construa um estilo de escrita “vagante”.


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