[Resenha] Perfeitos – Scott Westerfeld

Tally finalmente é perfeita. Agora seu rosto está lindo, as roupas são maravilhosas e ela é muito popular. Mas por trás de tanta diversão – festas que nunca terminam, luxo e tecnologia, e muita liberdade – há uma incômoda sensação de que algo importante está errado. Então Tally recebe uma mensagem, vinda do seu passado, que a faz se lembrar qual é o problema na sua vida perfeita. Agora ela precisará esquecer o que sabe ou lutar para sobreviver – as autoridades não pretendem deixar que alguém espalhe esse tipo de informação.

Nesse segundo volume da Série Feios, Tally já se tornou uma Perfeita. Na época da decisão ela teve um motivo muito forte para aceitar passar por essa operação, só que agora tudo estava nebuloso e distante.

Ser Perfeita era o máximo. Tally estava ao lado dos seus grandes amigos Peris e Shay e havia conseguido entrar para a turma dos Crims, uma galera que chama atenção por fazer coisas audaciosas para um mundo que é moldado para ser perfeito demais.

Festas regadas a champagne, pílulas de eliminação de calorias e buracos na parede capazes de criar qualquer modelito de roupas e calçados são apenas alguns brinquedinhos extras que estão a disposição de Tally. Se manter borbulhante era quase uma ordem !

Perfeita, linda de morrer e com namorado novo, Tally estava prestes a fazer uma grande descoberta. Pequenas lembranças a assombravam. Alguma coisa estava fora do lugar.

Aos poucos ela vai se descobrindo completamente envolvida no grande mistério que era o comportamento dos Perfeitos. A sua participação juntamente com os amigos da Fumaça é vital . Mas paralelo a isso Tally também precisará se entender com sua amiga, Shay.

Neste segundo livro, fica clara a mensagem do autor ao se referir à nossa sociedade e ao sistema manipulador que nos mantém alinhados em nosso dia-a-dia. Com a evolução de Tally e o aumento de suas responsabilidades, Scott Westerfeld consegue endurecer o seu texto e sua narrativa, deixando o livro mais sério, a ponto de usar trechos como: “Todas as pessoas eram programadas de acordo com o lugar em que nasciam, confinadas por suas crenças. Mas era preciso ao menos tentar desenvolver uma mentalidade própria. Do contrário, você podia acabar vivendo numa reserva, adorando um bando de deuses falsos”. A metáfora do século XXI em seu livro é clara, assim como conflitos e comportamentos humanos responsáveis por gerar insatisfação na sociedade.

Após ler os dois volumes da série Feios, utilize seu tempo para refletir e troque certos nomes para algo como religião e raça, ou até mesmo sequências de fatos que podem ser vistas como “atuais”, a partir de então, você se sentirá na pele de Tally. Apesar de não ter curtido muito a dinâmica do primeiro livro, eu gostei desse e estou curiosa para ler a continuação.

Livros da série publicados no Brasil:

  • Feios;
  • Perfeitos;
  • Especiais;
  • Extras;

 

2 comentários Adicione o seu

  1. Lyudmila disse:

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