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Gina é uma comissária de bordo americana que após uma temporada sozinha e deprimida pelo suicídio de seu namorado acaba conhecendo e se apaixonando por Jérôme, um barman parisiense. Quando ela decide ficar na França para viver este amor, Jérôme passa a não corresponder as expectativas de Gina, ainda mais após seu antigo amor, Clémence, reaparecer em sua vida.

Dirigido pelo americano Nathan Silver, “Uma Escala em Paris” é um misto de candura e insanidade. Tendo Paris – a cidade do amor – como plano de fundo, a trama aposta em uma fotografia colorida e lúdica, dando constante sensação de sonho e fantasia. A protagonista Gina ajuda a reforçar isso, pois constantemente nos transborda fofura com seu jeito meigo e excessivamente simpático. Mas a grande questão, e esse que é o maior mérito da obra, é que a história que nos é contada não tem nada de sonho ou de fofo, o que causa um contraste curioso e interessante conforme os acontecimentos vão se desenvolvendo.

A construção dos personagens também é um ponto positivo em “Uma Escala em Paris”. Lindsay Burdge nos agracia com uma ótima performance, nos deixando nítida a fragilidade de Gina basicamente a todo e qualquer momento. Em contraste, Damien Bonnard nos apresenta Jérôme como um homem rude e sem muita responsabilidade afetiva, que vê Gina apenas como um momento de diversão. Outro ponto que se destaca na obra é sua narração, que consegue exibir ao espectador aquilo que há de oculto em seus personagens de maneira muito boa e muito bem encaixada na narrativa.

Podemos concluir que “Uma Escala em Paris” é uma fortíssima história de amor. Talvez não uma que você fosse querer viver em sua vida, e nem mesmo a mais bonita que já se passou em seu cenário parisiense. Mas uma fortíssima história de amor não correspondido.


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