[Crítica] Nerve – Um jogo sem regras

Perto de concluir o ensino médio, Venus “Vee” DeMarco (Emma Roberts), a tímida certinha do grupo, se sentindo diminuída por sua amiga Syney (Emily Meade), a típica sedenta por um holofote, decide buscar novas aventuras e sair dessa bola de mesmice em que se encontra. Então ela decide participar do jogo online que todos estão falando: “Nerve – Are you a Watcher or a Player?” (Você é um observador ou um jogador?). Tudo começa com pequenos desafios inofensivos, como beijar um desconhecido por 5 segundos ou ir a um determinado lugar e quando menos se espera e o que seria uma brincadeirinha acaba se tornando um jogo obsessivo onde seus atos são observados o tempo todo por outros jogadores e manipulados pelos criadores. Junto com Ian (Dave Franco), outro participante do Nerve que os criadores a fazem se unirem, Vee deve continuar jogando até que haja apenas um vencedor.

O Nerve funciona de um jeito muito interessante. Basicamente, existem duas formas de interagir: você pode ser um observador, que propõe os desafios e assiste aos outros participantes cumprindo-os, ou um jogador, quem cumpre tais desafios e pelo filme se passar em 2020 as tecnologias são levemente mais avançadas das de hoje em dia, então as funções do jogo pipocam na tela e a interação com as interfaces de outras marcas famosas tornam todo o filme uma experiência bem imersiva. Com uma vibe bem Tron, aquele eletrônico gostoso para ficar olhando para o teto e pensando infinitamente, a trilha sonora torna tudo completinho montando uma ambientação tecnológica muito divertida.

A forma como o jogo evolui dessa brincadeira de desafios bobos para uma manipulação doentia com a vida dos participantes cria uma atmosfera de suspense bem sutil que te deixa na ponta dos pés querendo saber o que vai acontecer em seguida, ao mesmo tempo em que o filme ainda mantém as rédeas numa pegada mais jovem, mais despretensiosa. É uma mistura de elementos que estão em alta ultimamente com uma premissa que pode não ser das mais inovadoras, mas da muito certo.

No geral, é um filme muito divertido, fácil de gostar e que soube juntar diversos ingredientes que amamos de filmes atuais e formar uma história coerente e diversificada que vai ficar na sua cabeça por um tempinho, pedindo pra você ir assistir novamente.

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