Vinícius Fernandes

Sem delongas, vou direto ao ponto: falar um pouco sobre mim!

Eu me chamo Vinícius Fernandes. Nasci e cresci no Rio de Janeiro, inicialmente na Tijuca e, depois dos 6 anos de idade, em Jacarepaguá, que é aquela zona do Rio que todo mundo acha longe de tudo.

Desde pequeno, eu tive contato com os livros, pois sempre era presenteado pela minha tia com livrinhos voltados para crianças da minha idade. E, como eu ainda não sabia ler, meu pai costumava ler para mim antes de eu dormir e, também, em outros momentos em que eu enchia o saco dele.

Logo, assim que eu aprendi a ler e a escrever, comecei a fazer meus próprios “livros”. Eu mesmo fazia o difícil serviço de editora, revisão, copidesque (à mão) e ilustração. E, como todos diziam que meus “livrinhos” eram maravilhosos, eu achava que eles se tornariam verdadeiros best-sellers e, portanto, me encorajei para continuar escrevendo.

Ao crescer, descobri duas coisas (uma boa e outra ruim)… A primeira, a coisa boa, era que eu realmente tinha o dom para escrever. E a segunda, a ruim, era que meus livrinhos não eram maravilhosos e que eles estavam longe de se tornarem best-sellers. Contudo, percebi a importância de ter tido apoio e elogios da minha família, recebendo a motivação necessária para sonhar e acreditar que meus sonhos poderiam se tornar realidade.

Foi então que, no último ano do Ensino Médio, em 2005, resolvi começar a escrever O Anjo da Luz, o qual fui terminar apenas em 2010, quando eu morava em Portugal mas fazia um intercâmbio na China – calma! Ainda vou chegar nessa parte da história!

Até lá, muita água rolou: eu entrei na Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ, onde cursei Português-Árabe (Ah, por quê, Vinícius? Você tem árabe na família ou você é louco? Resposta: não tenho árabe na família, sou louco sim, mas não foi por isso que escolhi a língua em questão. Eu a escolhi, simplesmente, porque gosto muito de estudar outras línguas e culturas que não pertencem ao Ocidente). Enfim… Dois anos depois, fiz um intercâmbio para a Universidade de Lisboa e, depois, transferi a faculdade para lá, onde eu iria cursar Ciências da Linguagem (e Árabe… e Chinês… [risos]). Logo, me vi entre a espada e a cruz com duas oportunidades de intercâmbio: Marrocos ou China. Daí, escolhi esta última, pois era mais atrativa em diversos aspectos que, agora, não vêm ao caso.

A experiência foi incrível, especialmente porque, lá, eu consegui terminar as últimas 10 páginas do livro O Anjo da Luz, feito que comemorei junto aos meus colegas de intercâmbio.

Meses depois, já de volta a Portugal, eu fiquei insatisfeito com uma reforma da grade curricular no Sistema de Bolonha, eu decidi retornar à UFRJ e terminar meus estudos no Rio.

Sendo assim, no meu último ano de faculdade, eu comecei a trabalhar em 5 lugares diferentes – inclusive, fora da cidade do Rio, lá perto da divisa com Minas, numa pequena cidade chamada Rio das Flores. Mas a rotina pesada não me inibiu nem me impediu de estudar para ingressar numa nova faculdade. E, dentro dos transportes públicos, eu usava o único tempo que eu tinha para estudar para o Exame Nacional do Ensino Médio. Desta vez, eu queria Economia.

E voilà! Passei para Economia e comecei a cursar essa tão sonhada faculdade – na verdade, eu tenho uma lista de “50 tão sonhadas faculdades” (Direito, Medicina, Economia, Filosofia, Sociologia, História etc…), então, abafa o caso…

Dois anos depois, como uma carma benéfico em minha vida, fui atraído para um novo intercâmbio, oportunidade esta que me levou a voltar para Tianjin, na China, mesmo lugar que eu, 4 anos antes, havia ido por um mês, em 2010.

Contudo, 1 DIA NTES de eu embarcar, uma editora quis, finalmente, publicar meu livro – não sei se sorte ou azar, pois minha vida estava virada de cabeça para baixo com essa minha mudança repentina e iminente para a China. Enfim, pelo sim ou pelo não, tudo aconteceu: eu lancei meu livro O Anjo da Luz dia 25 de agosto de 2014 e embarquei dia 26, dia seguinte, para a Ásia.

E para lá fui eu novamente. E, desta vez, eu ficaria lá por bastante tempo…

Mas você deve estar se perguntando: por que raios o Vinícius está falando da vida dele e das viagens dele aqui? Ora, a resposta é muito fácil: para você me entender melhor, você vai precisar saber um pouco mais da minha trajetória. Simples assim.

Continuando: devido a alguns problemas lá na China, eu retornei um pouco antes do tempo e acabei ingressando, aqui no Brasil, numa pós em Relações Internacionais – paralelamente ao curso de Economia. E, momentos antes da pós começar, eu concluí meu segundo livro, Sociedades Retrógradas, que era a sequência de O Anjo da Luz. E, ousado toda vida, entrei em contato com a Cidade das Artes para tentar lançar meu livro lá – só um detalhe, para quem não conhece o lugar: somente os famosos conseguem, com facilidade, fazer seus eventos lá. MAS EU TAMBÉM CONSEGUI! 😉

O dia do lançamento foi um dia inesquecível. Houve debate, entrevistas e todos os assuntos cujos ingredientes incluíam Política, Economia e História – EU AMO!

Vale, também, mencionar que, naquele ano, de 2017, mesmo ano de lançamento do Sociedades Retrógradas, acontecera outro fato importantíssimo na minha vida: eu fui num evento literário que mudou completamente minhas expectativas como novo autor – foi lá na Livraria da Travessa do Barra Shopping que eu conheci o evento do No Meu Mundo, realizado pela Mione, pelo Michel & Cia. Lá, passei a viver a literatura, conhecendo as novas tendências, os novos autores como eu e participando ativamente da cena literária – inclusive, ganhei o Prêmio de Melhor Autor do No Meu Mundo (do qual me orgulho muito)!

Depois deste período literário áureo em minha vida, a Educação pediu minhas mãos, meus braços, minhas pernas e minha cabeça! Tive que ficar me dedicando 100% à coordenação de uma escola, atrasando minha formação em Economia e a conclusão do meu terceiro livro, O Jogo das Nações.

Mas eu não vim para brincadeira nesse mundo distópico e continuei meus estudos pedagógicos – ah é! Eu havia me esquecido de dizer que eu entrei para a Faculdade de Pedagogia! Tão logo eu me desliguei da escola durante a pandemia, eu retomei meus estudos em Pedagogia e Economia, mas, também, entrei em uma nova pós – desta vez em Gestão Escolar e Coordenação Pedagógica. E o terceiro livro ainda está por vir!

Resumindo tudo: para um carioca de classe média baixa, até que eu conheci um número considerável de lugares e pessoas, ampliando meu repertório e, com os estudos, me tornei mais crítico e mais hábil na arte de deformar a Ciência em ficção, com direito a licença poética e licença retórica, evocando reflexões no campo da distopia em que vivemos em diversas partes do mundo – especialmente no Brasil de hoje.

E foi nesse caldeirão de informações que eu decidi escrever livros ficcionais – ou nem tão ficcionais assim – sobre o nosso país, sobre os fenômenos da globalização e sobre o capitalismo, nesses constantes tsunamis retrógrados que insistem em destruir continentes de décadas de direitos conquistados pelo povo. Assim, foi impossível não me constituir como um autor de distopias.

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