[Crítica] Capitã Marvel

 

Um dos filmes mais esperados do ano finalmente estreou. Capitã Marvel é o primeiro filme solo protagonizado por uma mulher em mais de dez anos da Marvel nos cinemas.

O filme conta a estoria de uma guerreira galática, que não se lembra de nada fora a sua vida no espaço, os treinamentos realizados por Yon-Rogg (Jude Law), e a guerra entre os Krees e os Skrulls. Mas depois de ser raptada, a moça acaba parando no planeta Terra.

O filme tem um grande e principal problema, e é nele que eu pretendo discutir a maior parte do tempo: O roteiro. Diferente dos outros filmes da Marvel, Capitã Marvel conta a estoria de sua personagem através de flashbacks. Mas o problema desses flashbacks é apenas um, não serve para nada. Você como espectador não consegue entender e nem muito menos criar afeição por aquela criança mostrada na tela grande. O roteiro é totalmente superficial, e seus personagens também.

Todos em volta de Carol Danvers  são mal escritos, inclusive a própria protagonista. Esses problemas no roteiro evitam uma criação de laços com os personagens apresentados, e quem também sofreu com isso foi a própria Brie Larson. A vencedora do Oscar de melhor atriz não consegue entregar todo o seu potencial, e deixa claro que faltou mais do roteiro para que ela conseguisse entregar tudo o que era esperado. Existe o carisma, mas fora isso a atriz não foi longe.

Os efeitos do filme são muito abaixo do esperado em vários momentos, na verdade, o visual como um todo também não funciona. As cenas de ação são fracas, e mal dirigidas. A minha impressão é que faltou um punho mais firme durante as gravações, o filme inteiro parece algo jogado de qualquer jeito, cenas muito mal escritas, piadas fracas, e uma direção apática. Faltou paixão em Capitã Marvel, faltou aquela cena épica para ficar gravado na memoria, e sem duvida poderia ter levantado a bandeira feminista com mais afinco.

Os problemas e os conflitos da personagem são narrados em tela para você, quase como que em uma novela, mas faltou ser mostrado de uma forma direta na própria personagem. Em nenhum momento eu consegui comprar os problemas e os conflitos de Carol, de tão superficial que o roteiro aborda tudo isso. A relação com Nick Fury não é perfeita, mas funciona bem em tela. E nesse ponto não tem como negar, o rejuvenescimento de Samuel L. Jackson ficou perfeita.

A personagem é uma grande promessa para o estúdio, e deve ser a principal arma contra Thanos. Embora seja triste que seu filme solo não tenha dado tão certo quanto o esperado, eu realmente torço para que Carol Danvers seja melhor desenvolvida no futuro, e que consigam tirar o melhor da grande Brie Larson. Mas sem duvida esse filme serviu para mostrar como a Capitã é forte, e isso não fica subentendido, fica explicito em cada cena, em cada detalhe. Ver uma mulher com tanto protagonismo em tela é realmente maravilhoso, e representa o futuro que todos nós desejamos para o cinema (e fora dele).

Nota: 7.5

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