[Crítica] The Umbrella Academy

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Em algum momento do século XX, não se sabe por que, 43 mulheres deram à luz no mesmo dia. Até aí, nada demais, certo? Esse mundão é grande pra caramba, está cheíssimo de gente e eu suspeito que seja normal até 1000 mulheres parindo no mesmo dia. O problema é que… essas mulheres não estavam grávidas!

Isso mesmo. De uma hora pra outra, puff, a cegonha bateu na sua porta! Já pensou?

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Pois é assim que começa The Umbrella Academy, uma nova série de supers da Netflix, que estreou no último dia 15 (fevereiro, tá?).

Um velho magnata deveras excêntrico, o excelentíssimo senhor Sir. Reginald Hargreeves (também conhecido como O Monóculo), decidiu que seria muito bacana adotar o máximo possível dessas crianças, porque elas provavelmente eram muito especiais. Ele conseguiu adotar sete. Ou talvez fosse melhor dizer que ele conseguiu comprar sete. Porque, sim, ele comprou essas crianças (cara, isso é tão errado!).

Depois disso, as crianças foram levadas para uma mansão, onde foram criadas para serem super-heróis. Um tipo de X-Men, sabe, mas muito, muuuuito, muuuuuuuuuito disfuncional.

Nessa mansão, elas não tinham quase nenhum afeto, a não ser o pouco provido por um androide programado para executar o papel de “mãe” (embora algumas pessoas possam achar que ela estava mais para um tipo de Mary Poppins zumbi). Elas viviam sob rígidas regras e eram submetidas a um treinamento bastante questionável sob a ótica do ECA, com o objetivo de desenvolver seus superpoderes.

A coisa funcionou. Ou quase. As crianças, de fato, desenvolveram superpoderes e se tornaram muito famosas combatendo o crime. Mas também se tornaram pessoas quebradas, com sérias dificuldades de estabelecer relacionamentos saudáveis. Até mesmo, ou principalmente, uns com os outros.

Um deles acabou morrendo, outro se perdeu ainda em tenra idade, antes mesmo de receber um nome. Era chamado apenas de Número Cinco. Quantos aos outros, não se saíram muito melhores, embora há quem vá dizer que antes um mal-sucedido vivo que um bem-sucedido morto!

Os super-heróis da Umbrella Academy cresceram e seguiram suas vidas, cada um em um canto. Até que a súbita morte do pai os obriga a se unirem outra vez debaixo do mesmo teto, e é aqui que toda a confusão começa.

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A série de TV foi baseada na graphic novel de 2007, escrita por Gerard Way e desenhada por Gabriel Bá (um brasileiro? Vejam só!!). Lançada pela editora Dark Horse Comics, a minissérie teve 15 edições e levou o Eisner Award de Melhor Minissérie em 2008. Aqui, em terras tupiniquins, ganhou uma versão brazuca em 2015 pela Devir Livraria.

Agora vamos ao finalmente. O que este que vos fala achou da primeira temporada da série da Netflix? Uma bosta!

Brincadeira, calma! Também não foi tão ruim assim.

A série começa devagar. Os primeiros episódios são bastante lentos e o roteiro leva bastante tempo apresentando os personagens, as complexas relações entre eles e o momento da vida em que cada um se encontra.

A fotografia é muito bonita. Condizente, eu diria, com a atmosfera da HQ. Outro ponto alto são as atuações, com destaque para Emmy Raver-Lampman, muito convincente no papel de Allison Hargreeves, a Rumor, e para a dupla Mary J. Blige e Cameron Britton, Cha-Cha e Hazel, respectivamente, que roubaram a cena.

Fora isso, a série consegue equilibrar com competência mediana as tensões provindas das relações disfuncionais entre os personagens com o peso que elas exigem e o tom cômico que se espera de praticamente tudo o que diz respeito a supers no mercado de audiovisual. Do meio pro final, senti que o roteiro se perdeu. Fiquei com a sensação de que os roteiristas estiveram se divertindo, o que não tem problema nenhum, mas de repente se tocaram de que o arco de história precisava estar resolvido em dez episódios e começaram a atropelar a narrativa.

O resultado foi que, num roteiro que vinha sendo divertido, embora previsível desde o começo, as coisas passaram a ser jogadas, mal explicadas e soaram um tanto aleatórias no final. Por falar no final propriamente dito, trata-se de um Deus ex machina frustrante. As coisas se resolvem não se resolvendo e fica tudo pra terminar na próxima temporada (se houver). Eu sempre fico muito chateado com esse tipo de final, que não é final, mas o roteirista tentando aproveitar a ignorância do expectador pra fazer ele achar que está diante de um gancho.

 

O nome disso é história incompleta, baby, gancho é outra coisa.

No fim, eu dou uma modesta nota seis para o seriado. O roteiro não é dos piores (apesar dos pesares), a gente consegue se divertir e o visual, ah, meu amor, salva quase como Jesus Cristo!

E você, o que acha? Assistiu, não assistiu, detestou mais do que eu ou amou e está, neste momento, planejando o meu assassinato? Diga aí embaixo. Beijão e até a próxima!

 

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