[Crítica] Super Drags – Primeira Temporada

Desde o momento em que  a Netflix anunciou a produção de uma série sobre heroínas drag queens, a polêmica já estava lançada. Alguns políticos e pediatras manifestaram repúdio ao projeto, alegando ser prejudicial as crianças, embora a faixa etária seja de 16 anos e exista um milhão de formas na Netflix de bloquear conteúdos indesejados. Diante da enorme repercussão, antes mesmo do lançamento da série, a Netflix fez questão de explicar que Super Drag definitivamente não é para crianças, o que podemos perceber logo nas primeiras cenas.

Criada por Anderson Mahanski, Fernando Mendonça e Paulo Lescaut, a série trás cinco episódios baseados nas aventuras fabulosas Donizete, Patrick e Ralph; que embora empregados numa loja de departamento, na verdade são poderosas heroínas que para proteger a comunidade LBGT se transformam nas drag queens Scarlet Carmesin, Lemon Chifon e Safira Cyan, respectivamente.

O trio se envolve em altas confusões para combater a terrível drag Lady Elsa e um grupo de religiosos extremistas comandado por Sandoval, que busca promover a “cura gay”.

A série começa bem introdutória, com um humor quase bobo e Donizete, Patrick e Ralph estão longe de ser o que se esperam de heroínas. Eles se envolvem numa série de situações politicamente incorretas, trazendo imagens explicitas e piadas sexuais, algumas até exageradas e bem desnecessárias. Porém aos poucos, os episódios vão se tornando mais críticos e tocando em assuntos mais delicados e pertinentes como a homofobia, mídia e os padrões estéticos da sociedade.

Uma das coisas que eu mais gostei foi o lado estético da série e a forma como ela se preocupou em misturar seus protagonistas com elementos da cultura pop, sendo que a própria série é uma espécie de parodia de animações famosas como “As Três Espiãs Demais’, “Sailor Moon”, As “Meninas Super Poderosas” e até mesmo “Power Rangers”. Confesso que achei a Lady Elza muito parecida com a Úrsula, de “A Pequena Sereia”.

E claro, sendo uma série dedicada ao público LGBT, principalmente a galera que é assídua na internet e por dentro de todos os memes e assuntos, a série não podia deixar de trazer uma diva pop, e esta é Goldiva, interpretado pela Pablo Vittar. A drag Silvetty Montilla deu voz a engraçada Vendete Champagne, enquanto a hilária Scarlet Carmesin (minha favorita) foi dublada por Fernando Mendonça.

Em suma, Super Drag é uma série que com certeza vale assistir com as amigas!É aquele tipo de série que incomoda, bastante. Ela fala de representatividade e de temas pertinentes da nossa sociedade, mas tudo de forma cômica e na base da zoeira. Além disso, você vai encontrar uma série de elementos e referencias da cultura pop que cria uma inevitável situação de familiaridade. Os primeiros episódios podem parecer bobos e sem propósito, mas acredite, melhora. O final ainda tem uma revelação bombástica. Achei close certo!

Infelizmente, segundo o site do jornal O Globo, a série foi cancelada pela Netflix, embora aparentemente a própria Netflix não tenha oficialmente dito nada.

Confira o trailer:

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2 pensamentos sobre “[Crítica] Super Drags – Primeira Temporada

  1. Infelizmente série que aborda temas como esse, sempre vão incomodar esse povo mimimi. O assunto sobre a diversidade ainda é um tabu na nossa sociedade, pelo simples motivo de que foge do padrão imposto. Ranço

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