[Crítica] A Maldição da Residência Hill – Um novo ponto de vista

O grande diretor de filmes de terror, Mike Flanagan, fez a sua grande estreia na televisão. E que bela estreia.

A série conta a estoria de uma família, que como toda outra estoria de terror, se muda para uma bela casa, enorme e mal assombrada. Mas nessa série em questão, somos apresentados a vários pontos de vista dos envolvidos, e em dois momentos de suas vidas.

Baseado no livro de mesmo nome, escrito por Shirley Jackson, a série tem simplesmente o melhor roteiro de uma série de terror, e sem duvida um dos melhores no quesito geral. Toda a trama é contada e recontada em diferentes pontos de vista, o que sem duvida foi um grande desafio, tanto no roteiro, quanto na direção, e a série não falha em nenhum momento. Diferente de outros filmes de terror, ou estorias do modo geral, a série é uma mídia que permite um maior espaço para se contar estorias, e Mike aproveitou isso para contar não apenas os medos dessa família, mas aproveitar cada aspecto sombrio e alucinador de cada membro.

Diferente de tudo o que você já assistiu, ‘A Maldição da Residência Hill‘ vai muito mais além do que sustos ou terror, ela explora esse interior dos personagens em grandes discussões muito bem escritas, em momentos super dramáticos. E te faz questionar, “o que é real?”, e a verdade é que ninguém sabe. Nem mesmo os personagens. Essa construção de medo, revoltas e traumas, criaram personagens quebrados, instáveis, e incrivelmente ricos para serem explorados dentro e fora do conceito familiar.

Todas as cenas em que o sobrenatural está presente são muito bem dirigidas e muito bem trabalhadas por Flanagan. O suspense é muito bem aproveitado nessas cenas. O terror da série não é sempre presente, mas seu clima sombrio já é o suficiente para deixar o espectador tenso pela próxima cena. A direção de Mike Flanagan, no modo geral, é inacreditável. Ele mantem um controle total de cada aspecto presente em cena, os planos de câmera são belíssimos, e ainda temos um episódio inteiro filmado em plano-sequência, e já é uma das minhas favoritas de todos os tempos.

O elenco é muito bom e foi escolhido a dedo, dando aqui uma grande enfase para Oliver Jackson-Cohen (Luke) e Victoria Pedretti (Nell) que foram incríveis, assim como todo o elenco infantil. E ainda, eu queria expressar toda a minha admiração a todo o elenco presente nas cenas em plano-sequência, que conseguiram entregar ótimos momentos mesmo com toda aquela dificuldade.

A estoria é muito fechadinha, e não deixa margem para erros, o que também é incrível. Falando precisamente do aspecto visual, a série tem uma direção de arte muito rica, que conseguiu ótimos detalhes para tornar a trama ainda mais assustadora, e real. Tanto no passado, dentro do casarão, e no “presente”, os detalhes estão por ali. E vale apena assistir mais de uma vez para pegar cada um deles.

‘A Maldição da Residência Hill’ é uma das melhores séries que eu já assisti, e sem duvida o maior acerto da Netflix em 2018.

Nota: 10/10


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