[Crítica] You (Você) – Netflix

A série ‘You’ da Netflix chegou traumatizando seus espectadores, e deixando outros com aquela terrível sensação de déjà-vu. Será que a Netflix conseguiu mais um acerto?

Baseado no livro escrito por Caroline Kepnes, a série segue a vida (a primeira vista pacata) de Joe, um gerente de livraria que é capaz de indicar qualquer livro da face da terra para seus compradores. Mas na realidade, Joe é um stalker psicopata que se apaixona por uma bela cliente. E, para a infelicidade da garota, acaba virando sua vida de cabeça para baixo.

Logo no inicio da série, já fica bem claro que existe um esmero na hora de escrever o roteiro. O texto mostra muito bem as peculiaridades dos personagens, seus medos, sonhos e paixões. E claro, todo o lado stalker e assustador de Joe. Todo o desenrolar da trama é muito bem escrito, cheio de reviravoltas e, mesmo que não seja certo romantizar tais atitudes, romance. O romance acerta em cheio, a relação do casal principal é excelente, e realmente pode complicar na percepção do quão errado e perigoso Joe é, mas o fato é que o casal funciona, e você fica triste que ambos estejam vivendo uma mentira. Toda a relação foi construída em altos e baixos, momentos de felicidade e tristeza, e eu acredito que é assim que funciona toda relação, e isso ajuda na proximidade do espectador com o relacionamento do casal.

A direção da série é sutil, mas prazerosa. Todos os episódios mostram bem o ponto de vista psicopata de Joe, da mesma forma que aproveita o belo ambiente em que está inserido, a bela Nova York. Em nenhum episódio eu senti qualquer tipo de erro, falta de planejamento ou falta de criatividade.

O elenco também mantem muito bem o ótimo nível em que a série se encontra, eu particularmente não conhecia a atriz Elizabeth Lail, e ela não decepciona, do inicio ao fim, Eliza entrega uma excelente atuação. E claro, nosso psicopata Joe foi muito bem vivido por Penn Badgley, que para ser sincero, me surpreendeu. Penn consegue assustar, da mesma forma que consegue entregar bons momentos de paixão, que realmente te faz acreditar naquele doentio amor. E ainda temos a participação rápida mas eficiente de Shay Mitchell, e a grande revelação da série, o ator mirim Luca Padovan.

Infelizmente algumas coisas o final da série deixou a desejar, mas no geral, conseguiu entregar um final digno de uma boa espera, já que foi confirmado seu segundo ano. Mas alguns personagens farão falta, e estou ansioso para descobrir como isso será mostrado e desenvolvido. A série me surpreendeu em vários aspectos, e para mim é uma das melhores de 2018.

Apenas um adendo:

Lembrando que se você vive em uma relação como essa, ou conhece alguém que está passando por isso, isso não é amor, pois o amor verdadeiro não machuca, ele não te prende. O amor verdadeiro é aquele que te entende, que te conforta nos piores momentos, e algumas pessoas podem até enganar por um tempo, mas siga em frente no primeiro sinal de que você tem um “Joe” em sua vida. E se você não conseguir sozinho(a), procure alguém, mas não guarde isso para você.

Nota: 9.0/10

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