[Crítica] A Maldição da Residência Hill – Primeira Temporada

A Maldição da Residência Hill (The Hauting of Residence Hill) é uma série de 10 episódios produzidos para a plataforma de sreaming Netflix e dirigida por Mike Flenagan (Ouija – Origem do Mal).

Basicamente, a série aborda a vida de cinco irmãos que durante um verão viveram na misteriosa mansão Hill, que posteriormente ficou conhecida como a casa mal assombrada mais famosa dos Estados Unidos.

Assim, a série se divide entre o antes e o depois, entre a infância passada na mansão Hill e as coisas estranhas que lá aconteciam e a vida adulta através da forma com a qual a experiencia vivida na casa moldou toda a vida desses personagens.

Tudo parecia dentro de uma normalidade aceitável para Shirley (Elizabeth Reaser/Lulu Wilson), Theo (Kate Siegel/Mckenna Grace), Luke (Oliver Jackson-Cohen/Julian Hilliard) e Steven (Michiel Huisman/Paxton Singleton), quando suicídio de uma de suas irmãs, Nell (Victoria Pedretti/Violet McGraw), na mansão Hill, obriga-os a se reunirem e a confrontarem suas escolhas, seus medos e conflitos internos e a obscura relação que eles tinham com Residence Hill.

Geralmente quando a gente assisti a um filme de terror como “Invocação do Mal” ou ‘Quando as Luzes se apagam”, a gente fica esperando uma boa dose de suspense, mistério, olhos tapados, gritos e susto não é mesmo?Não sobra muito espaço para o drama ou conflitos internos dos personagens principais ou quando isso é feito sempre vem com uma considerável dose de superficialidade, de modo que você não se liga aos personagens no centro da história, mas àquele mistério ou àquele momento de susto. Então além de proporcionar uma dose respeitável de mistério, suspense e susto na primeira temporada de A Maldição da Residência Hill, ainda há o drama particular de cada um dos personagens que ela resolve lançar luz.

Digamos que cada episódio ocorre através da perspectiva de um dos irmãos e assim é permitido ao telespectador perceber traços de suas personalidades e colher pistas que nos levam aos mistério principal da série. Ao dividir uma história de “terror” em 10 episódios, irremediavelmente cria-se uma ligação entre o telespectador e os personagens. Em muitos episódios por exemplo, é possível sentir e chorar por eles. O episódio em que se revela o que era a mulher de pescoço torto por exemplo, que atormentava a vida de Nell na casa e depois fora dela, foi um dos episódios que me deixou sem palavras e dias refletindo antes de dormir sobre o impacto de sua descoberta.

Vi muitos depoimentos em sites de pessoas que na época quem a série vivia seu hype, relataram ataques de crise do pânico. Eu consegui assistir a série sem grandes problemas, tirando o fato de que sou muito medrosa então eu assistia um episodio por dia porque uma hora de tensão e suspense já eram demais para mim. Mas de qualquer forma, fica a observação. A série pode ter algum gatilho para quem sofre de ansiedade ou crise do pânico. Ou isso ou foi simples marketing da Netflix.

O último episódio trás umas reviravoltas interessantes, mas ao meu ver foi o episódio mais fraco. Eu fiquei meio decepcionada. Achei que toda a energia carregada dos episódios anteriores foram filtradas demais no episódio dez. Entretanto, senti que a série solucionou bem o que precisava ser solucionado, de forma que não consigo ver uma continuidade para essa história… pelo menos não com esses personagens.

Confira o trailer:


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