[Crítica] Halloween (2018)

Seguindo a linha de tantas outras produções que ressuscitaram filmes antigos, com novas sequencias mas ao mesmo tempo excluindo coisas do passado, e adicionando outras, ‘Halloween’ é provavelmente uma das melhores dos últimos anos, e sem duvida um dos melhores filmes de terror do ano.

Depois de décadas, estamos de volta a pacata cidade de Haddonfield, onde um terrível assassino em série matou cinco pessoas na noite de Halloween. E claro, temos de volta Laurie Strode (Jamie Lee Curtis) a última sobrevivente da fatídica noite das bruxas. Lurie se apresenta como uma mulher madura, que perdeu muito em vida, inclusive, sua obsessão por Michael Myers a transformou em uma mulher solitária, chegou ao ponto de perder a filha para a assistência social. Durante o filme, temos ótimos pontos de vista das três mulheres da família Strode, mãe, filha, e neta. E ambas as personagens funcionaram muito bem.

Outro ponto interessante a ser discutido, é o fato que o filme entrou muito bem nos tempos atuais. Em uma das discussões, as pessoas chegam a discutir a importância de um serial-killer que matou cinco pessoas, hoje em dia, tanto na ficção como infelizmente na realidade, é um numero realmente baixo. Toda a parte adolescente do filme é muito bem aproveitado, e a neta Strode ganha bons momentos em tela. Diferente de outros diretores, David Gordon Green consegue entender a mente do jovem atual, e mesmo com tantos clichês básicos de filmes de horror, ele consegue entregar bons momentos.

Falando em direção, David demonstra ser um apaixonado pela franquia, homenageando bons momentos dos filmes antigos, mas não de forma desnecessária, tudo no filme é apresentado para mover a narrativa para frente. O roteiro de escrito por David acerta em todos os momentos de horror, nas homenagens, mas acredito que as cenas mais bem humoradas da estoria são de autoria de Danny McBride, outro grande fã da franquia. A dupla também acerta em todo o girlpower mostrado em cena, com três protagonistas femininas em diferentes momentos da vida, lutando contra a personificação do mal. E não podemos deixar de falar, Jamie Lee Curtis está incrível.

O filme tem ótimas cenas de suspense, terror, sustos, mas o principal e o mais importante: Personagens humanos.

Nota: 9.0/10


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