[Crítica] O Mundo Sombrio de Sabrina – Primeira Temporada

Dos criadores de ‘Riverdale’, temos finalmente a volta da bruxinha Sabrina. Muito mais sombria do que antes, e a gente agradece.

A série gira em torno de Sabrina Spellman, uma adolescente meia bruxa e meia humana, que precisa decidir entre sua vida mortal ou não. Em meio a essa aventura sombria, seus amigos e família também são colocados a prova, revelando segredos e mistérios.

A série conta com Kiernan Shipka como Sabrina, e a moça não decepciona. Shipka consegue entregar uma ótima personagem em todos os momentos da série, desde a adolescente comum, até a bruxa que decide ir contra as ordens do capiroto. Todo o elenco foi muito bem escolhido, principalmente as excelentes Lucy Davis (Mulher-Maravilha) e Miranda Otto (O Senhor dos Anéis). Eu apenas não gostei da atuação de Ross Lynch, que no geral é um bom ator, mas dessa vez não convenceu.

A série foi muito mais corajosa do que eu esperava, falando com todas as palavras sobre satanismo, mesmo que obviamente tornando a religião algo bem mais sinistro do que realmente é. Durante a temporada temos muitas cenas de puro terror, muito bem dirigidas e bem apresentadas ao publico. Muitas dessas cenas são inspiradas em clássicos do terror, como ‘O Exorcista’, ‘A Morte do Demônio’, ‘Halloween’, ‘A Noite dos Mortos-Vivos’, dentre outras, e eu, como um fã de filmes de terror fiquei extremamente contente.

Toda a arte da série, figurinos, ambientes, são muito bem trabalhos por toda a equipe. Também gosto dos efeitos práticos e visuais de toda a temporada. A direção dos episódios também é muito bem acertada, e o roteiro é muito bem escrito, mas para mim não chega a ter os melhores plot-twists, mas agrada.

Os roteiristas conseguiram escrever uma série muito inclusiva, e sem duvidas com uma protagonista feminina muito forte e decidida. A série toca em assuntos como preconceito, machismo, desigualdades, bullying, e conta com Sabrina para mostrar como tudo isso é errado e precisa ser mudado. Muitas pessoas hoje em dia reclamam de programas de levantam demais determinadas bandeiras, eu já concordo em levantar e dou total apoio para essas discussões. Mas no caso dessa série, as criticas ou os momentos de “levantar bandeira” não são jogados, mas sim muito bem escritos e condizem totalmente com o momento.

O mundo criado para a Sabrina da atual televisão é muito mais amplo do que eu imaginava. E fico contente e curioso para saber o futuro da garota que tem tanto para discutir com o capiroto, e torço para o vindouro crossover entre Sabrina e Riverdale.

E claro, não posso deixar de comentar sobre o gato Salem, uma das melhores coisas da série, mesmo tendo menos tempo de tela do que eu esperava.

Nota: 9.0/10

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