[Crítica] 22 de julho

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Sabe o que é mais chocante em 22 de julho?Ele é baseado em uma história real.

No dia 22 de julho de 2011, a Noruega viveu aquele que foi o maior atentado terrorista de sua história. Neste dia, o fundamentalista Anders Behring Breivik, articulou dois ataques que deixou 77 mortos.  O primeiro foi uma explosão na capital da Noruega, Oslo que deixou 7 mortos e o segundo foi um tiroteio na Ilha de Utoya, situada no condado de Buskerud, onde acontecia um acampamento, que no mesmo dia deixou 69 jovens assassinados.

Esse terrível massacre promovido pelo terrorista de extrema-direita, Breivik, e que deixou o mundo e a Noruega chocados, é revisitado pelo britânico Paul Greengrass através do longa que no Brasil recebeu o nome de 22 de Julho.

“Há dois anos, quis fazer um filme que falasse sobre a crise de migração para a Europa, após a chegada de várias embarcações à ilha italiana de Lampedusa. Mas, quanto mais eu trabalhava, percebia que havia outras maneiras de falar disso” explicou Greengrass, em conversa com a imprensa.  “Vi que o mundo ocidental estava sendo levado para o pensamento de direita de forma que nunca tinha visto, que aliás, não se via desde a Segunda Guerra Mundial. Primeiro, por causa da crise econômica de 2008, que gerou uma série de condições inseguras em vários países. Segundo, por conta dos movimentos populacionais e o medo desses movimentos”. Fonte: Uol entretenimento.

O filme se inicia às vésperas do dia 22 de julho, mostrando os preparativos de Breivik para realizar o ataque terrorista em nome de uma Europa e Noruega livre da migração, para preservar a soberania da raça européia ocidental tal como um dia tentou Hitler.

No dia seguinte, seu primeiro ato em nome de uma Europa livre da mestiçagem, foi deixar um carro bomba na porta do prédio onde ficava o gabinete do primeiro ministro da noruega. Logo depois,  ele se direcionou para a ilha de Utoya como um policial disfarçado e abriu fogo contra os jovens que estavam num acampamento realizado pelo Partido dos Trabalhadores norueguês enquanto declarava seu ódio contra os marxistas, liberais e o multiculturalismo.

O tiroteio de Utoya é com certeza uma das sequencias mais impactantes  e chocantes do filme e Greengrass não poupa os espectadores da força e da tragédia que foi esse acontecimento.

Após assassinar 69 jovens, Breivik  se deixou ir preso pela polícia, acreditando que seu discurso de ódio atingiria milhões e iniciaria uma revolução ultraconservadora na Noruega. A partir de então, o longa se divide entre a repercussão do atentado terrorista, os tramites para o julgamento de Breivik, o impacto da tragédia sobre as famílias das vítimas e  em especial a recuperação de uma delas, Viljar Hanssen, interpretado por Jonas Strand Gravli.

O longa foi em parte adaptação do livro “One of Us”, de Åsne Seierstad e contou com a atuação de atores norueguês como o próprio Jonas Strand Gravli o que só serviu para deixar o enredo que através dele se desdobrava mais convincente e interessante. Confira aqui o trailer:


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