[Resenha] A Rainha Vermelha #1 – A Rainha Vermelha

Resumo: O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses. Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho? Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe – e Mare contra seu próprio coração.

Personagens: Mare, Mareena ou a garota elétrica, é uma principal cheia de energia e sem perspectiva de futuro, que é pega no acaso da vida e retirada do convívio de seus familiares e de Kilorn, seu melhor amigo a quem ela deseja ardentemente salvar dos horrores da guerra. É “salva” de sua vida medíocre por Cal, príncipe de Norta. No palácio, é submetida ao convívio dele e de seu (também sem perspectiva) irmão, Maven, além da temível rainha, Elara, a noiva de Cal, também temível, Evangeline e o Rei de Norta, que é bem dispensável e eu não me recordo o nome.

Pontos positivos: Uma distopia com personagem feminina, com vários plottwist e personagens cativantes, sem que a gente consiga ver o caminho que a história leva.
Pontos Negativos: A trama é densa, demanda atenção.

Opinião: Eu já amo distopia política por natureza e confesso que não me dei conta de que era uma distopia até começar a ler e ver que o cenário era caótico. Acho que estava esperando algo mais como biopunk, apesar de não me atentar ao fato. Eu também devo confessar que comecei a ler pela capa, sem esperar muito ou pensar sobre a sinopse ou o nome e recebi no colo um daqueles livros ótimos que nos tiram o fôlego.

O mundo em que nos colocamos é dividido entre prateados – seres de sangue prateado com poderes como fogo, água, vento, controle de metais etc, e vermelhos – pobres e subjugados sem poderes.

Mare é uma garota vermelha de 17 anos que não poderia ter mais em comum com todas nós, que fomos garotos e garotas de 17 anos: ela não tem uma profissão que não seja procrastinar e a vida está prestes a pegá-la e jogá-la de qualquer jeito para encarar tudo que vem a seguir. É CLARO que, como se trata de uma distopia, isso é muito mais cruel do que acontece com a gente: Mare rouba para sobreviver, se diz ladra de profissão, e por não ser aprendiz de nada, ela vai ser recrutada para a guerra em seu próprio aniversário. Para ela, tudo bem, três de seus irmãos foram recrutados e ela não tem mesmo nenhuma perspectiva; sua preocupação gera em torno de seu melhor amigo, Kilorn, aprendiz de pescador. Então, o mestre de Kilorn morre e ele não é mais aprendiz de nada e será jogado na guerra e Mare sente-se em seu pior pesadelo (mal sabe ela) e sai em busca de uma maneira de salvar Kilorn. Algumas coisas dão muito errado no caminho e ela acaba encontrando um rico generoso e charmoso, para quem ela despeja seus anseios e medos, ainda sem solução de como salvar Kilorn.

No dia seguinte, Mare é convocada para o Palacete do Sol como criada e sem saber exatamente o que fazer, é chamada para servir em um evento que não acontece há vinte anos: a escolha da noiva do príncipe Cal, que ela descobre vir a ser o generoso desconhecido da noite anterior. No meio da amostra de força e poderes das candidatas a princesa, uma das demonstrações a deixa em perigo mortal e, ao acreditar que iria morrer, seu corpo reage da forma mais inacreditável possível: ela solta faíscas.
Mare, então, incompreendida pelos prateados ao seu redor, é feita de refém e sem escolha a não ser seguir as medidas claras que são exigidas à ela, se entranhando em uma rede de mentiras, aonde todo mundo pode trair todo mundo.

Eu me peguei segurando a respiração com a leitura muitas, muitas vezes. Não é sempre que a gente encontra um livro com tantos topos e arcos, tantos momentos claros de reviravoltas e tantos sentimentos que esmagam nosso coração. Pra quem gosta de livros completos, com romance, aventura, poderes, lutas, intrigas e muita dor e sofrimento, aqui está a leitura certa.


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