[Crítica] Legion – Temporada 2

 

Uma das séries mais surtadas da televisão retornou para seu segundo ano ainda mais bizarro que antes.

Criado e escrito por Noah Hawley, a série conta os dias de loucura de David Haller, um homem atormentado que passou a vida inteira achando ser louco, quando na verdade ele é filho de um dos maiores mutantes que o mundo já viu, Charles Xavier, e claro que ele puxou muito do pai. Embora a série ainda não tenha tocado no nome especifico de Xavier, é muito curioso como essa temporada usou muito de sua fama, e até contou sobre seu passado sombrio com Amahl Faouk, o Rei das Sombras.

Noah Hawley começou com um roteiro espetacular, totalmente frenético e com todas as loucuras que já estávamos acostumados com a primeira temporada. Logo no primeiro episódio tivemos a volta de todos os personagens, explicando tudo o que havia acontecido, e com um roteiro muito bem escrito e uma direção excelente, a volta da série foi em grande estilo, com loucuras, bizarrices, e mais um numero de dança, mas dessa vez não foi uma qualquer, foi uma batalha entre David e Oliver, e o resultado foi excelente.

A série é na minha opinião a mistura perfeita entre arte e nerdice. Baseado em quadrinhos derivado dos X-Men, ‘Legion’ tem um tom retro que nenhuma outra série tem hoje, mesmo as de época. Toda a arte e o visual das cores vivas tornam a série uma obra de arte em movimento, tudo muito bem organizado e as cores sempre em sintonia com o momento, mudando bruscamente quando é necessário. Sem duvida um espetáculo visual que ‘Legion’ aprendeu a fazer desde sua estreia.

O roteiro de Noah começa de forma excelente, mas se perde em alguns momentos, e até deixa a desejar pelo tamanho de sua criatividade. Os personagens tem bons momentos dentro dessa temporada, mas sinto que Noah tem o problema de não saber quando matar um deles e seguir com a trama, e muitas vezes vai empurrando, empurrando até não ter mais como usar dentro do arco, deixando o personagem sem utilidade e de enfeite. Muitas coisas foram apresentadas e deixadas de lado, e outras pouco exploradas, mas gosto da forma como em alguns episódios temos uma pequena aula sobre a mente humana e como aquilo vai ser usado dentro do episódio. Amahl e Lenny tiveram bons momentos, mas já passou da hora de seguir em frente com a Lenny, mesmo com a ótima atuação de Aubrey Plaza. Noah perdeu tempo e muitos episódios sem levar a série a lugar nenhum.

Embora tenha errado em muitos momentos, quando Noah acerta, ele acerta muito bem e dá um show de roteiro, principalmente no primeiro e último episódio. A atuação de Dan Stevens continua ótima, e eu continuo gostando bastante da novata Rachel Keller.

‘Legion’ retornou com todo o seu charme e seu roteiro inteligente, mas perdeu o rumo em alguns episódios. Mas mesmo com alguns erros, ainda é uma das melhores séries da atualidade, e claro que seu roteiro de difícil compreensão a torna mais indicada para um publico mais seleto, assim como ‘Mr Robot’ e ‘Westworld’. Mas se você quiser se aventurar na maior loucura da televisão atual, é preciso ter mente aberta, aí sem duvida você vai curtir cada segundo.

Nota: 9.0


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