[Resenha] Sob Águas Escuras

Puxado pelo peso das correntes, o corpo afundou rapidamente.

Ela descansou ali, quieta e serena… durante muitos anos.

Quando a Detetive Erika Foster vasculha, com sua equipe, um lago artificial nos arredores de Londres em busca de uma valiosa pista de um caso de narcóticos, ela encontra muito mais do que eles estavam procurando.

Do fundo do lago são recuperados dois pacotes: um deles contém 4 milhões de libras em heroína. O outro… o esqueleto de uma criança.

Os restos mortais são de Jessica Collins, uma garota desaparecida há 26 anos e que foi a principal manchete de todos os noticiários da época.

Erika, então, precisa revirar o passado e desenterrar os traumas da família Collins para descobrir mais sobre o trabalho de Amanda Baker, a detetive original do caso – uma mulher torturada pelo seu fracasso na busca por Jessica.

Muitos mistérios envolvem esse crime, e alguém que não quer que o caso seja resolvido fará de tudo para impedir que Erika Foster descubra a verdade.

O autor de A garota no gelo e Uma sombra na escuridão nos presenteia com outra eletrizante aventura da Detetive Erika Foster.

Sob Águas Escuras, de Robert Bryndza, é o terceiro livro protagonizado pela detetive Erika Foster e continua sendo um dos melhores autores de suspense da atualidade.

A história começa com o caso de desaparecimento não solucionado de uma garota há 26 anos, onde o corpo foi encontrado por acaso em uma operação realizada pela detetive. Decidida, Erika assume o caso e mergulha em arquivos antigos para tentar encontrar qualquer pista ou evidência que possa ter sido negligenciada no passado. O mistério não tem nenhuma ponta aparente que possa levar a um caminho em busca de uma solução. No entanto, os envolvidos, sejam eles familiares da garotinha, suspeitos inocentados e ex-investigadores, parecem guardar segredos e possuem o típico comportamento que levanta desconfiança.

Apesar de todo foco do livro ser no caso em investigação, o toque da vida pessoal da detetive Erika traz uma curiosidade a mais.

A trama aqui se mostra inteligente e bem elaborada com peças soltas ao acaso que se embaralham e se confundem, mas que no final se unem de uma forma inesperada e surpreendente. É o típico livro para ser ler rapidamente, possui capítulos curtos e frases objetivas que fazem as páginas avançarem de forma veloz. E o mistério que segura o enredo aparece com uma atenção reforçada na criação. Deixando visível a evolução na escrita do autor.

Sob Águas Escuras não traz viradas de tirar o fôlego, mas as reviravoltas acontecem em momentos oportunos para dar o tom certo do livro.

Resenha por Rafaela Degliomini


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