[RESENHA] Crônicas Lunares #4 – Winter

winter

Resumo: Bestseller do The New York Times, a série Crônicas Lunares conquistou os leitores com sua releitura high-tech de contos de fadas tradicionais. Depois de Cinder, Scarlet e Cress, inspirados, respectivamente, nas histórias de Cinderela, Chapeuzinho Vermelho e Rapunzel, Marissa Meyer entrega a eles o último capítulo da série, em que reconta a história de Branca de Neve com tintas distópicas. Na trama, a princesa Winter vive subjugada por sua madrasta, Levana, que inveja sua beleza e não aprova os sentimentos da jovem pelo amigo de infância e belo guarda real Jacin. Mas Winter não é tão frágil quanto parece, e, junto com a ciborgue Cinder e seus aliados, a jovem princesa é capaz de ini¬ciar uma revolução e vencer uma guerra que já está em andamento há muito tempo. Será que Cinder, Scarlet, Cress e Winter podem derrotar Levana e encontrar seus finais felizes?

Personagens: Winter e Jacin (principais?), Cress, Thorne, Scarlet, Lobo, Cinder, Kai, Jacin, Sybil, Levana, Iko.

Pontos positivos: Conhecer melhor a dinâmica da corte lunar foi um tiro certeiro e no momento correto. Ver a desenvoltura dos personagens principais dos livros anteriores e, até mesmo, o amadurecimento de Cress, também no tempo certo.

Pontos Negativos: Winter é um pé no saco lunar. Desculpa a sinceridade. Das “princesas” das Crônicas Lunares, ela é a que tem mais acesso ao poder e é a mais fraca e dependente.

Winter pode dizer que é prisoneira em sua própria casa. Filha de um casamento anterior do ex-marido da rainha Levana (confuso? Levana é madrasta de Winter. O pai da garota morreu há alguns anos), ela manteve um honorário título de princesa por ser amada e adorada pelo povo. Por ter escolhido parar de usar o dom lunar (que domina a mente de outras pessoas para que vejam ou façam o que desejar), a garota sofre com a doença lunar, enlouquecendo cada dia mais. A única pessoa que a acalma entre as sessões malignas de sua madrasta e as alucinações é Jacin, desaparecido há algumas semanas em uma missão na Terra.

“Durante anos, Winter achou que quando as pessoas olhavam fixamente para ela era porque as cicatrizes as repugnavam. Era uma deformação rara no mundo de perfeição delas. Mas um dia uma empregada disse que as pessoas não se sentiam repugnadas, e sim impressionadas. Disse que as cicatrizes tornavam Winter interessante e, de alguma forma, por mais estranho que fosse, ainda mais bonita.”

Jacin, porém, aparece para ser julgado por traição e envolvimento na morte de alguns agentes especiais de Luna. Acusado e ameaçado em frente a Rainha Levana e a princesa Winter, ele faz de tudo para sobreviver e não causar mais um trauma na prejudicada princesa. Com algumas informações e ajuda externa de apoiadores de Winter, o rapaz consegue sair ileso e voltar às mazelas de sua amada.

“– Não é apropriado princesas de dezessete anos ficarem sozinhas com jovens com intenções questionáveis.
Ela riu.
– E que tal jovens que são os melhores amigos delas desde antes de elas saberem andar?
Ele balançou a cabeça.
– Esses são os piores.”

Winter tem poucos prazeres e pouca liberdade na corte lunar. Um desses prazeres é seu jardim, onde coleciona bichinhos e onde um personagem que adoramos está sendo mantido em cativeiro, mas por sua própria proteção.

“– Eu o amo como amo minha própria fábrica de plaquetas”

Quando Jacin é ordenado matar Winter, ele programa a fuga da princesa em companhia deste personagem para que possam sair juntos e em segurança e a princesa, tão frágil, possa ter alguém para ajudá-la no caminho.

“– Com que preciso me preocupar? – Os olhos dele brilharam. – Você vai me salvar bem antes que isso aconteça.”

Enquanto isso Cinder, Kai e seus amigos estão arquitetando um plano para invadir e dominar Luna, derrubando Levana em seu próprio território para que ela não possa mais maltratar o povo Lunar nem guerrear com a Terra.

“As duas estavam imundas. Estavam sujas de sangue. Winter era uma princesa amada mais bonita do que um buquê de rosas e mais maluca do que uma galinha sem cabeça.”

O levante de Cinder em Luna foi uma carícia em meu coração, a chegada da peste que assolava a Terra em Luna de maneira criminosa e deixando todos os personagens que amamos em perigo quebrou meu coração em três mil partes, só para colar os pedaços de novo e vê-los se quebrar mais a frente. O livro foi todo muito feroz e bem construído.

“Ela era uma princesa. Sua madrasta era uma tirana que casaria Winter com alguém politicamente benéfico para os desejos dela.
Jacin era o oposto de politicamente benéfico.”

Eu, particularmente, desgostei muito da personagem Winter. Apesar de entender que ela não queira usar seus poderes, a justificativa para não usá-los sequer para se defender da madrasta e se curar da doença lunar, para mim, pareceu fraca, principalmente porque parecia que seus poderes eram razoavelmente forte. Ela se colocou em uma posição frágil, confortável, enquanto Jacin a protege durante toda a sua vida patética de sofrimentos na corte lunar. O livro, porém, que leva o nome da princesa, é a finalização impecável dessa saga para lá de inesperada. Ver todo o caminho que Cinder percorreu desde o primeiro livro e chegar ao seu zênite em tanta glória e poder é como sentir uma brisa refrescante depois de um dia de muito calor.

“– Você deve saber. Não consigo me lembrar de uma época em que não amava você. Acho que essa época não existiu.”

Devorei Winter em dois dias, apesar de ser o maior livro da saga e de todas as suas histórias paralelas. Eu queria ler tudo, saber de todos os personagens e, confesso, passei algumas páginas para saber se alguém estava bem, só para voltar e ler a história do outro personagem porque eu também queria saber se ele estava bem. Eu me senti em uma montanha russa de emoções, com várias subidas e descidas, as vezes um personagem estava em um momento de calmaria, mas o outro estava em apuros. Ou então dois personagens estavam prestes a se esbarrar sem saber (mas eu sabia!!!) e tinha necessidade de continuar lendo para saber se tudo ocorreria bem.

“Sua garganta ardia. Talvez ela estivesse gritando havia muito tempo. Talvez o som estivesse aprisionado dentro do casulo, preso como ela.”

Em resumo: o livro é divino, a saga é toda maravilhosa e é algo que eu com certeza indicaria para qualquer pessoa (até mesmo que não gosta de ficção científica, tá?).

Nota do Editor: Pra você que é fã da Marissa Meyer, está rolando uma super promoção na nossa página do Facebook sobre o mais novo livro dela “Sem Coração”, dá um pulinho aqui nesse link para saber mais informações.


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Um pensamento sobre “[RESENHA] Crônicas Lunares #4 – Winter

  1. “Pontos Negativos: Winter é um pé no saco lunar. Desculpa a sinceridade. Das “princesas” das Crônicas Lunares, ela é a que tem mais acesso ao poder e é a mais fraca e dependente.”

    Talvez seja exatamente esta a intenção…Esta contradição com relação à poder vs fraqueza…

    Gostar

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