[Crítica] Genius: A Vida de Picasso – Temporada 2

Depois de estrear muito bem na televisão mostrando a vida do gênio Albert Eistein, a série da National Geographic Channel retorna em sua segunda temporada, agora mostrando sobre a vida de Picasso.

Mulherengo, parceiro e pai ausente, difícil de se trabalhar junto, admirado por muitos, e declarado gênio, quem diria que Albert Eistein e Pablo Picasso tinham tanto em comum, e me pergunto se já não está na hora de termos uma temporada sobre alguma mulher genial. Depois de uma bela primeira temporada, a série produzida por Ron Howard trouxe agora o pinto Picasso como o centro de sua nova temporada. Logo de cara temos Antonio Banderas interpretando o consagrado pintor muito bem, porem ainda em um nível inferior ao Eistein de Geoffrey Rush.

A segunda temporada consegue entregar boas atuações, tem um bom elenco de apoio, mas ainda é bem inferior a primeira nesse quesito também. Visualmente falando, a primeira temporada também foi melhor executada, e teve episódios melhores dirigidos. Porem, como é uma série documental, eu acredito que ela tenha atingido o seu ponto principal: apresentar seu novo gênio.

Com um roteiro não linear, a segunda temporada nos mostra o passado e o futuro de Picasso, criando pontes entre seus piores pesadelos e seus motivos reais, o que dá uma boa profundidade ao personagem, mas melhor, a figura real e complicada que foi o pintor. O roteiro aproveita muito bem do passado sofrido de Picasso, seus problemas com a família, e seu problema em se relacionar profundamente com apenas uma mulher. A série não esconde em nenhum momento que Picasso foi uma pessoa difícil de se conviver, infantil, e extremamente arrogante, mas também tira do pintor seus motivos para pintar, seus traumas, suas dores, e ainda mostra o nascimento de algumas de suas grandes pinturas. Como o icônico Guernica.

Para os apaixonados por arte, a segunda temporada é praticamente obrigatória para os amantes de pintura, que com frequência entra em mais detalhes sobre inspiração, como ser ouvido através de sua arte, não desistir, e não baixar a cabeça quando lhe disserem que você não é bom o suficiente. Eu já conhecia o passado de Picasso, e admito que a série ainda me apresentou muitas coisas novas, e me deu uma visão mais ampla do artista complicado que foi esse gênio.

Como eu disse, a primeira temporada é melhor executada e aproveita de outros elementos que funcionaram bem dentro da série, com Picasso eu senti falta de algo mais. Mas acredito que para quem gosta de historias reais, e principalmente de pessoas que deixaram uma grande marca no mundo, a segunda temporada cumpre muito bem o seu papel.

Nota: 8.0/10


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