[Crítica] Love – Temporada 3

A série de comedia dramática criada por Judd Apatow e Paul Rust, chegou em sua terceira e última temporada pela Netflix, e já deixou saudade.

O diretor e roteirista Judd Apatow é responsável por grandes filmes, muitos consagrados como clássicos da comedia, dois de seus grandes sucessos estão “O Virgem de 40 Anos” e “Ligeiramente Grávidos”. Apatow sempre gostou de falar sobre relacionamentos em seus filmes, e ainda por cima sempre colocando o cara feio, nerd e largado na situação do “garoto apaixonado”, e sempre por um garota completamente o oposto. Na série ‘Love’ não foi diferente.

Eu comecei a assistir logo na primeira temporada, assim que saiu na gigante Netflix, mas não imaginava que iria me apegar tanto aos personagens. Se você já se apaixonou, esteve em um relacionamento, ou teve um coração partido, com certeza você vai entender as situações propostas pela série. O roteiro é simplesmente espetacular, mostrando os altos e baixos de uma relação, uma briga feia por conta de uma bobagem, ou até uma crise de ciumes que pode acarretar em dias do famoso “biquinho”. E o mais incrível, você entende aquele casal, você sabe que aquele tipo de coisa é real, você já passou por isso, e ainda vai, muitas e muitas vezes.

A série ainda toca em temas complicados para todo jovem adulto, o fato de você ter grandes metas, sonhos de ser o melhor, e ver a idade chegando, e nada da sua vida dá certo, a pressão da família, dos amigos. Lembra daquele amigo da escola que você não vê faz anos? Pois é, parece que todo mundo passou na sua frente, até mesmo a própria família, mesmo que boa parte dessa felicidade seja uma mentira, você realmente acredita que ficou para trás. ‘Love’ lida muito bem com esses temas, já que todos os personagens já passaram dos trinta e ainda não encontraram o seu lugar no mundo, e por mais assustador que seja, é a grande realidade para 99% das pessoas.

O elenco é formado por pessoas, digamos, normais, sem grandes astros, atores ou atrizes belíssimos, exatamente para te deixar mais preso na realidade da vida. Aquelas pessoas te representam, as vezes mais de um personagem, e mesmo quando eles brigam, você entende a situação e o ponto de vista de cada um. Paul Rust fez um trabalho incrível escrevendo a série, a fez ainda mais protagonizando ela, em cenas de partir o coração, e até mesmo surpreendendo em momentos mais dramáticos. Eu não conhecia o trabalho da atriz Gillian Jacobs, mas admito que fiquei encantado, ela acerta tanto na gritaria, no choro, ou nos momentos mais descontraídos da série, sua reação para os acontecimentos são sempre o ponto forte da dupla, mesmo que Rust tenha me surpreendido, é Gillian que brilha até quando está em silencio, remoendo toda a tensão do casal.

A direção dos episódios é sutil, alguns tem a assinatura de Judd, mas que no geral nem faz muita diferença. O foco é sempre tirar o melhor de cada casal, de suas diferenças e principalmente, se existem tantas diferenças, por que ainda estão juntos? Todos os diretores conseguiram a proeza de tirar o melhor do texto, sem muitas câmeras tremidas ou closes exagerados em seus atores, é o texto e o elenco que importa, e o sentimento que eles vão proporcionar ao publico.

Dentre todos os finais possíveis para a série, eu fico feliz que tenha terminado dessa maneira, principalmente depois do final bombástico da segunda temporada. Uma das melhores séries da Netflix, disparado! Mickey e Gus vão deixar saudades.

NOTA: 9.5/10


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