[Wattpad] Entrevista com Di Acordi, da Duologia “Cisne Negro”

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Oi, leitores e leitoras!

Temos mais uma entrevista do Wattpad para mostrar. Dessa vez, será sobre uma autora de um livro de fantasia, chamada Di Acordi. Ela escreve a Duologia Cisne Negro, e o primeiro volume, A Filha da Necrópole, pode ser acessado completo no Wattpad! E aí, vai perder a chance de se aventurar nessa história? ♥

Vamos conhecer mais sobre a trajetória de escrita e outras curiosidades dela!

Quais são suas maiores inspirações? E o que te motiva a escrever?

R: Dentro da literatura, posso citar vários autores que me inspiraram ao longo da vida, mas os mais importantes certamente são J. K. Rowling (que marcou minha infância) e Patrick Rothfuss (que me deixou alucinada na adolescência/início da fase adulta). Há, também, junto da fantasia, diversos livros de ficção científica e distopia que me marcaram muito (Jurassic Park, Jogos Vorazes, Prince of Thorns, Red Rising, por exemplo), mas os mais importantes foram, definitivamente, Harry Potter e As Crônicas do Matador do Rei. Fora da literatura, há um número imenso de filmes, músicas, animes e jogos que também contribuíram para os meus gostos, mas é uma lista tão grande que poderíamos ficar aqui até amanhã conversando sobre ela, hahaha.

Minha maior motivação é atingir um objetivo: levar minhas histórias para o mundo. Quero que as pessoas conheçam esses personagens amados que saem da minha cabeça. Contudo, junto deste objetivo, há também o prazer em escrever. Sem esse prazer vindo da criação, qualquer outra motivação não me levaria tão longe.

O primeiro livro da Duologia Cisne Negro, chamado A Filha da Necrópole, está concluído. Pode nos falar um pouco sobre a história e o processo de criação?

R: É engraçado pensar nisso porque A Filha da Necrópole nasceu no meio de uma madrugada, quando eu estava super no hype das distopias e criei As Regras. As Superfícies, que são o principal cenário da história, antes seriam literalmente planetas, não mundos conectados através de realidades paralelas. Kaissuna, a protagonista de AFDN, foi a primeira que me surgiu e seu nome original era Dalila (por causa da música da Florence… Eu achava que havia uma energia naquela música que correspondia à da personagem haha). Harlan teve seu nome “reciclado” da primeira história que escrevi na vida, onde havia um personagem chamado Rarlan (mudou a grafia, mas o amor continuou o mesmo). A Filha da Necrópole surgiu praticamente toda formada na minha cabeça, apenas com algumas tramas sendo adicionadas durante a escrita. E foi o livro que escrevi em menos tempo em toda minha vida também.

 Por que você mudou o nome da personagem para Kaissuna?

R: Foi por sugestão do meu namorado, na verdade. Ao ouvir sobre a Necrópole, Superfície de onde a Kaissuna vem, ele achou que seria interessante se os nomes deste mundo tivessem algo de diferente, tipo uma métrica. Seria algo como: consoante+duas vogais+duas consoantes+três últimas letras que compusessem um sufixo que a gente vê com frequência, “una”, “ino”, “ara”, etc. No final, eu acabei usando a métrica só para mais um personagem além da Kai. E, para constar, Kaissuna foi um nome criado pelo meu namorado, haha. O primeiro nascido da ideia da métrica!

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O que os leitores podem esperar da continuação?

R: Os leitores precisam iniciar a leitura de mente aberta. Eu me comprometi a escrever O Guerreiro dos Três Mundos da maneira como ele foi originalmente criado. Vai agradar a todos os leitores? Bom, nenhum livro no mundo consegue essa proeza. Não que a história em si esteja ruim, posso afirmar e tranquilizar a todos neste aspecto, ela não está e eu estou amando escrevê-la, haha. Mas tenho ciência de que os leitores têm algumas expectativas e, talvez, eu precise destruir alguns sonhos. O que posso adiantar é que pode-se esperar muitas reviravoltas no meio social das Superfícies, a evolução de personagens importantes para a trama (afinal, passou-se um ano desde o final de AFDN), introdução de novos personagens de peso e, acima de tudo, a luta pela justiça — que o Instituto pensa ter estabelecido com sucesso nos últimos séculos e, acaso o leitor não tenha percebido no primeiro livro o quanto este sistema está errado, se dará conta da verdade em OGTM.

Existe algo que você considera essencial como autor? Aquilo que não pode faltar de jeito nenhum, seja na criação de um livro ou no comportamento do escritor como um todo.

R: Acho que todo autor precisa ter amor pelo seu ofício. Carinho por cada  coisinha que cria, de forma a conseguir transmitir essa paixão para o mundo. E um autor precisa sempre estar ciente de que vai influenciar alguém com suas histórias. Então, por favor, o respeito para com as pessoas é um requisito básico! Devemos ter cuidado com a mensagem que nossos livros buscam transmitir, seja direta ou subjetivamente.

Você tem outro projeto pronto ou em andamento além dessa duologia?

R: Bom, se você gosta de romance, com reis tiranos, princesas em busca de liberdade e artistas itinerantes que chegam para abalar o coração de qualquer pessoa, além de grandes reinos onde a classe social acaba sendo vista como moeda de troca e, é claro, momentos muito quentes entre protagonistas que não deveriam ficar juntos, mas que não conseguem evitar um ao outro, fique atentíssimo! Hahaha.

Seu livro tem personagens LGBT nos papéis principais e isso é muito relevante para a representatividade na literatura. O que pensa sobre esse assunto?

R: Eu acho que isso é de uma importância tão grande, em especial nos dias que vivemos hoje, onde a intolerância está incrustada em todos os lugares. Mesmo na nossa política, lá estão os homofóbicos fazendo rebanhos de outros homofóbicos doentes que pensam que o diferente é errado. Não. É. Errado! Errado mesmo é aquele que aponta dedos, que agride, que mata porque não consegue conviver com as “diferenças” dos outros — as quais nem lhes dizem respeito. Como disse numa resposta anterior, nós, escritores, influenciamos pessoas com nossas obras, portanto temos uma responsabilidade sobre tudo que escrevemos. O que eu busco é colocar em minhas fantasias a representatividade LGBT, não apenas como alívio cômico ou como “o melhor amigo da protagonista”. Vamos destruir esses estereótipos, um escritor de cada vez, com nossas palavras e nossa força. O que quero é que as pessoas sintam a naturalidade, que assimilem o fato de que não há nada de diferente entre um gay e um hétero, por exemplo, pois somos todos seres humanos. É assim que deveria ser, seja na arte ou no mundo real.

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