[Crítica]American Crime Story: The Assassination of Gianni Versace

Segunda temporada de ‘American Crime Story’, série antológica criada por Ryan Murphy chega dando o que falar, e irritou profundamente a família de Versace.

‘The Assassination of Gianni Versace’ cumpri muito bem o seu papel como baseado em fatos reais, sem muito ródeo, a temporada vai fundo no lado psicopata de Andrew Cunanan. Abordando temas como preconceito, homossexualidade, e medo de dizer quem você realmente é, a série pode até chocar com as atitudes frias de Andrew, sua mentiras e seu mundo fictício usado para ganhar novos amantes.

Nos anos 90, ainda era muito difícil para um homem assumir ser gay, não que hoje em dia não seja, mas nos últimos anos houve uma grande evolução, e cada vez mais celebridades assumem relacionamentos com pessoas do mesmo sexo, como é o caso de Rick Martin, um dos membros do elenco. Na série podemos ver a quantidade de homens bem sucedidos, ricos, grandes empresários, que temiam por suas vidas, pelo simples fato de serem gays, e é aí que Andrew aparece, aproveitando desses homens, principalmente os mais velhos, e sempre visando o dinheiro e a fama.

A temporada conta muito bem o lado louco e desequilibrado de Cunanan, seus atos, passando pela infância, adolescência e sua fase adulta. Com uma ótima direção, somos apresentados a cada uma dessas fases atravessadas por Cunanan, e o foco é tão grande que muitas vezes Versace fica de lado, sendo oprimido pelo seu assassino. O ator Darren Criss foi simplesmente incrível, e merece todas as indicações possíveis por sua atuação. Todo o elenco é muito bom e funciona, Rick Martin, Penélope Cruz, e Édgar Ramírez entrega um excelente Versace, mas eu gostaria de ter visto um pouco mais dele.

Me incomodou um pouco a questão do vai e vêm das datas, isso me confundiu em alguns momentos, e as vezes atrapalhou na compreensão do episódio, por um tempo é claro. Mas entendo que como uma questão narrativa, o roteiro não linear ajuda a te surpreender em vários momentos, até mesmo vendo um personagem que você não conhecia morrendo, e depois você entende seus dilemas, medos, e por aí vai. Eu gosto disso, e acho que funciona bem para a série, mas em alguns momentos específicos me incomodou.

No episódio final, temos um ritmo mais acelerado que mostra a felicidade de Cunanan por seu último ato de maldade, seu rosto estampado em todos os lugares, e seu ego e sua necessidade de atenção sendo supridas por seu nome sendo dito a cada segundo em todos os lugares. Mas com o passar do tempo, sua alegria se torna seu próprio calabouço, e sua ruína. Do outro lado da historia, temos uma família de luto, um homem que foi praticamento casado com Versace e saiu sem nada de sua relação, o preconceito por ser o companheiro de outro homem, uma irmã perdida com um império milionário, e um velório que misturou cenas reais e de ficção, contando inclusive com as imagens da Princesa Diana e Elton John se despedindo do falecido amigo.

‘American Crime Story’ continua com ótima qualidade, um ótimo elenco, e uma ótima representação dos fatos e locais. Agora nos resta apenas esperar pela terceira temporada, que deve contar a historia real de Anna Pou, uma medica que lutou com unhas e dentes pelos seus pacientes em plena catástrofe do furacão Katrina. Por enquanto, Sarah Paulson é a unica confirmada no elenco, exatamente como Anna Pou.

Nota: 9.0


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