Abrace Uma Autora Nacional – Chiara Ciodarot

Chiara Ciodarot, escritora carioca que ama o século XIX e escrever histórias românticas narradas nesse período. É Doutora em Literatura, mas gosta mesmo é de História do Brasil, principalmente Segundo Império. Escreve também romances sobrenaturais (adivinha em qual época histórica Bram Stoker criou Drácula?), dramas psicológicos e possui contos e poesias publicados.

SINOPSES:

A Baronesa Descalça

Vale do Paraíba, 1872. Saraus, bailes, rapazes, cavalgar e defender a abolição da escravatura, são estes os gostos da bela Amaia. Mas tudo parece perder sentido quando seus pais morrem e deixam nas suas mãos uma fazenda de café e um testamento que a impede de alforriar os escravos. Sem saber como administrar uma fazenda e se afundando em dívidas, ela encontra apenas uma solução: se casar. Todo e qualquer solteiro ou viúvo se torna um pretendente em potencial. Ou quase todo. Eduardo Montenegro não é pretendente para moça de família. Fundador do Clube dos Devassos, o misterioso Montenegro não pretende se casar, mas isso não o impede tentar levar Amaia para cama. Enquanto tenta manter a sua integridade física e emocional, Amaia arruma um pretendente inesperado. Será que ela vai conseguir levar adiante o seu plano de salvar a fazenda e os escravos, ou será que a sua atração por Montenegro será maior? O famoso devasso acabará seduzido pelos encantos da charmosa abolicionista e a pedirá em casamento antes que ela se case com outro? A Baronesa Descalça é o primeiro livro da Coleção O Clube dos Devassos.

O que é a Coleção Clube dos Devassos? O que era para ser uma tentativa de escrever um romance de época, tornou-se uma coleção aberta de histórias independentes, porém conectadas – ou através de personagens que perambulam de um livro ao outro, ou de uma situação que é melhor explicada em outro. O diferencial da coleção está nas características que perpassam os livros. O primeiro é que deve ser um romance de época, MAS ele deve ser situado no Brasil Segundo Império – de preferência entre as décadas de 70 e 80, quando o movimento abolicionista tomou forte impulso. Vale ressaltar que a questão da História é importante para a articulação das personagens na época, mas não há uma inserção mais aprofundada como poderia ser encontrado nos romances históricos. Ou seja, dosa-se a quantidade de história segundo a necessidade da narrativa, pois o tema central, claro, é o amor – ou melhor, as relações interpessoais. Contudo, se sobressai a questão da abolição e dos abolicionistas mais consagrados – e aqui explico outra diferença: falo dos movimentos abolicionistas e não da escravidão diretamente; para alguns pode parecer confuso, mas pretendo escrever um artigo sobre isso mais adiante. A segunda característica importante – e que explica o nome da coleção – é o fato dos personagens principais estarem/serem diretamente envolvidos com um tal de Clube dos Devassos. E o que é o Clube dos Devassos? O Clube é uma réplica dos aristocráticos clubes masculinos ingleses. No caso dos Devassos, o clube é uma fachada, usada por alguns dos seus integrantes, para esconder as suas atividades abolicionistas. Seriam as tais atividades: fugas escravas, construção de quilombos, acoitamento de escravos, denúncia de maus tratos, e uma bem composta rede de informações secretas acerca dos escravocratas. O clube é tão secreto, que os próprios membros mal se conhecem. Inclusive, alguns são usados como agentes duplos, infiltrados nas maiores famílias escravocratas, por isso, não têm sua identidade conhecida e nunca pisaram na sede. Isso ocorre porque nem todo sócio do clube está diretamente envolvido com a Causa Escrava – os que não estão, sequer são mencionados nos livros. Afinal, precisam “manter o nome” para tirar a atenção e as desconfianças da sua verdadeira função: libertar escravos. O nome do clube também brinca com o engano. A palavra “devasso”, no caso do clube, não vem do adjetivo devasso/libertino e sim do verbo devassar/descobrir, expor, mostrar, limpar. Esta pequena e bem-vinda confusão acabou dando um a roupagem de um clube de má fama, frequentado por determinados senhores de nome ou posição social importante. Fundado por três amigos – que se conheceram quando moravam na Inglaterra – só podem fazer parte do clube aqueles que receberem o convite após ter tido o seu nome sugerido por algum outro membro, e este ter sido analisado pelo Conselho Menor. Ou seja, há uma estrutura hierárquica bem definida, o que também causa brigas e desconfianças dentro do próprio. A mais conhecida é “o grande racha” ocorrido entre dois dos fundadores: Eduardo Montenegro (A Baronesa Descalça) e “o Marquês” – sua identidade é um mistério, por enquanto – e intermediada pelo terceiro fundador, Luis Fernando Duarte (A outra face do amor). Enquanto Montenegro achava necessário uma briga mais aberta e direta contra os escravocratas, o que levaria a uma conscientização da libertação, o Marquês acreditava no uso do sigilo e da espionagem para criar ataques indiretos e prejuízos exorbitantes aos senhores de escravos. O Racha, como ficou conhecido, dividiu grande parte dos sócios abolicionistas.

 

Noites Pretas e Brancas

Com uma história psicológica interessantíssima, foi publicado pela ed.Chiado e foi finalista do Prêmio Sesc em 2011. É um drama psicológico sobre um escritor famoso, Alejandro Peñales, que um dia recebe uma inusitada correspondência. É um diário no qual está escrito que ele havia se suicidado. O vaidoso Alejandro, atormentado por aquelas palavras, resolve ir em busca do remetente e descobre este ser um antigo colega de faculdade, e poeta de menor fama, Paulo Toledo. Contudo, Paulo se matou uma semana depois de ter enviado o diário, o que deixa Alejandro mais atormentado ainda. Na sua ânsia por uma resposta, reencontra antigos colegas que lhe lembram o passado e a difícil relação com Paulo. No entanto, uma amiga em especial, Anna Sylvie, lhe revela que Paulo escreveu vários romances cujo personagem principal é o próprio Alejandro. Revoltado com aquela afronta à sua imagem pública, Alejandro resolve ir atrás da série de livros de Paulo e acaba caindo numa teia de memória, passado e presente, o que pode lhe ser muito revelador e profético, e levá-lo à morte.

Teatro de Vampiro

O Livro é publicado pela editora Aldeia dos Livros e conta as incursões de Thaís, uma jovem de 20 anos que, durante as férias da faculdade, descobre que a sua melhor amiga de infância, Marieanne, está namorando um vampiro. Certa de que a amiga está sendo enganada, Thaís resolve provar que o tal “vampiro” não passa de um sósia de vampiro. Contudo, quanto mais se aprofunda no mundo “vampírico”, mais Thaís se desencontra. E acaba se envolvendo com um homem misterioso, Gunter. O livro é uma mistura de “Crepúsculo” com outros romances, filmes e séries de vampiro, perfeita para fãs do gênero e que goste de comédia.

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