Lady Bird (Crítica)

 

Christine McPherson (Saoirse Ronan) está no último ano do ensino médio e o que mais deseja é ir fazer faculdade longe de Sacramento, Califórnia, ideia firmemente rejeitada por sua mãe (Laurie Metcalf). Lady Bird, como a garota de forte personalidade exige ser chamada, não se dá por vencida e leva o plano de ir embora adiante mesmo assim. Enquanto sua hora não chega, no entanto, ela se divide entre as obrigações estudantis no colégio católico, o primeiro namoro, típicos rituais de passagem para a vida adulta e inúmeros desentendimentos com a progenitora.

Filme dirigido por Greta Gerwig mescla drama com comedia em um grande filme sobre amadurecimento.

Lady Bird é uma adolescente complicada e com muitos sonhos, ao chegar em um colégio religioso ela se vê presa e quase torturada por um estilo de vida que não lhe pertence. Mas tendo uma relação complicada com sua família, sua vida se torna quase um inferno.

Com um excelente roteiro, Greta Gerwig entrega um filme que acerta tanto na comedia quanto no drama ao falar sobre um dos momentos mais complicados na vida: Amadurecimento. Com a excelente Saoirse Ronan interpretando uma personagem com personalidade forte, o filme mostra os dramas vividos por todos os adolescentes, que com toda certeza, você está ou já passou por isso. Como ser diferente (ou estranho) no seu meio social, não ser compreendido, o primeiro amor, a primeira desilusão, e a dificuldade de ter seus sonhos realizados. Até porque, a vida não é tão fácil como pensamos.

A atuação de Saoirse Ronan é impecável, a atriz acerta em todos os momentos, seja na comedia ou no drama, a estrela de Saoirse brilha do inicio ao fim. Mas o restante do elenco também é muito bom, Lucas Hedges que já brilhou em ‘Manchester à Beira Mar’ continua excelente, Laurie Metcalf volta a interpretar uma personagem muito parecida com a mãe do Sheldon em ‘Big Bang Theory’, mas mesmo parecendo em muitos momentos a mesma personagem, não tem como negar que ela é ótima, e ainda temos Timothée Chalamet que também está indicado ao Oscar, mas pelo seu trabalho no drama ‘Me Chame Pelo Seu Nome’, que mesmo rápido, entrega uma atuação muito boa.

O filme de pouco mais de uma hora e meia impressiona pela qualidade do roteiro, com falas e diálogos muito bem escritos, Greta consegue te levar a pensar na vida por um angulo diferente, um angulo menos egoísta. A sensibilidade da estoria me impressiona pelo fato que mesmo com cenas mais descontraídas ou engraçadas, não tiram o peso dos momentos importantes, todos realçados pela belíssima atuação de Ronan.

A direção de Greta por mais simples que pareça, consegue tirar o melhor de seu elenco e sua estoria, com uma  abordagem simples, e que mesmo nos momentos mais tensos não altera sua forma de filmar, sempre dando um bom tempo de tela para seu elenco e ainda aproveitando os ambientes em que estão. Toda a cor, figurino e o estilo dos personagens dão um ar extremamente original ao filme.

‘Lady Bird’ parece um filme simples em seu primeiro contato, e mesmo sendo um filme barato, ele vale cada segundo pela jornada de aprendizado da personagem em meio a excelentes atuações e um dos melhores roteiros dessa edição do Oscar.

Por mais difícil que seja, amadurecer é algo inevitável na vida de todos, e querendo ou não, a hora de voar sempre chega.

Nota: 9.8/10

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