[ANÁLISE] “Voldemort – Origins of the heir/Voldemort – A Origem do Herdeiro”

“Eu juro solenemente não fazer nada de bom”… Principalmente para quem ainda não assistiu o citado fanfilme, pois o texto conterá os temidos SPOILERS, embora não muitos…

Bom, “Voldemort – Origins of the heir/Voldemort – A Origem do Herdeiro”, o aguardado Fanfim saiu gratuitamente no Youtube neste mês da Janeiro. O fanfilme teve como diretor e roteirista o italiano Gianmaria Pezzato e foi produzido por Stefano Prestia, possui 52 minutos de duração e foi feito de fãs para fãs sem fins lucrativos, mas chegou a chamar  a atenção até mesmo da Warner quando seu trailer foi lançado no ano passado.

Pessoalmente creio neste filme ter vindo em uma ótima hora, visto que o fandom de Harry Potter tem precisado de conteúdos novos livres de polêmicas e que contemplem de fato os seguidores mais antigos da saga, os que até hoje consideram Hogwarts um lar em seus corações nos momentos mais confusos da vida real. Embora os novos fãs também possam certamente contemplar e aproveitar bem o fanfilme, talvez até como um incentivo para se aprofundarem mais na história original para além dos lançamentos mais recentes.

A história de “Voldemort – Origins of the heir/Voldemort – A Origem do Herdeiro” é contada pelo ponto de vista da auror Grisha McLaggen, formada em Hogwarts em 1950, a herdeira de Gryffindor, que foi amiga próxima de Tom Riddle o herdeiro de Slytherin, e também de Wiglaf Sigurdsson, herdeiro de Ravenclaw e Lázaro Smith, herdeiro de Hufflepuff. Logo as primeiras cenas possuem efeitos especiais muito bem feitos, e  vemos Gisha invadir um local semelhante ao  departamento de mistérios, só que soviéticos, atrás de um determinado artefato que logo descobrimos ser o Diário de Tom Riddle.

Após uma curta e bem elaborada batalha Gisha é pega e interrogada sendo forçada a receber Veritasserum durante todo o interrogatório, e o filme em si será focado nas cenas deste relato da herdeira de Gryffindor…
Aqui se torna bem útil esclarecer o seguinte: o objetivo do fanfilme não é o de oferecer grandes cenas de ação e seguir a dinâmica cinematográfica das grandes produções, e creio que os fãs que esperam por isto e estão acostumados em demasia com os efeitos especiais de grande porte a cada cena nos filmes da franquia nos cinemas  tenderam a se frustrar e não aproveitar bem o que de fato o fanfilme oferece…

…Que é na verdade uma valiosa experiência de uma singela viagem à Hogwarts do final dos anos quarenta, onde ele leva  à nos sentirmos  dentro do universo bruxo em seu cotidiano mesmo nas cenas que não acontecem na nossa querida escola de magia e bruxaria, um cotidiano que de fato está mais próximo dos nomes que ficaram (injustamente) quase anônimos na história bruxa canônica do que dos grandes acontecimentos e batalhas já popularizados pelos filmes…
…A experiência é como ver o “outro lado da questão” o que pode ter acontecido por de trás de grandes eventos da história já conhecida nos livros e influenciado no futuro no mundo bruxo, que é aquela parte da história cheia de ação a qual já temos acesso há duas décadas.

Contudo, um ponto certamente alto do roteiro foi certamente a inclusão de uma cena importantíssima nos livros e a qual ficou excluída dos filmes contra a vontade de muitos fãs: o homicídio de Hepzibah Smith, e com ele como Tom Riddle consegue o taça de Hufflepuff e o medalhão de Slytherin, na época pós Hogwarts enquanto estava trabalhando na Borges and Burkes, loja suspeita de artefatos mágicos na Travessa do Tranco. E, como sabemos, os dois artefatos mencionados e muitíssimo bem representados no fanfilme serão duas futuras Horcruxes que terão papel fundamental na trama canônica.

Vemos bem trabalhados também a fotografia da produção, digna de grandes produções apesar de seu baixo orçamento, feito com fundos arrecadados dentre os próprios fãs de Harry Potter, e a relação entre os quatro fundadores junto a o quanto os traços de suas personalidades foram feitos a combinar com as casas para as quais foram destinados é um ponto que merece ser mencionado. Como exemplo dou destaque à estilosa excentricidade que notamos facilmente na caracterização de Wiglaf Sigurdsson, o herdeiro de Ravenclaw, principalmente na cena em que aparece adulto e apesar de ser um personagem original no fanfilme podemos facilmente imagina-lo de fato ligado à linhagem de sua casa.  E devo afirmar que tanto a personalidade, aparência quanto o comportamento de Tom Riddle também estão muito bem caracterizados com o herdeiro de Slytherin que conhecemos – aliás, me impressionou o quão idêntico ele está! Parece que o Tom pulou dos livros para o youtube…

Contudo o filme termina de um jeito que não dá para dizermos se todos os fatos narrados nele realmente teriam acontecido ou se ao menos uma parte seria invenção de quem os conta, a despeito da Veritasserum… Aliás, neste final é feita uma grande revelação que não contarei aqui por se tratar da principal  virada do filme… Quem já assistiu sabe porque afirmo isto! Sugiro que confiram e deem suas opiniões aqui nos comentários… No mais… “Inimigos do herdeiro, cuidado!” Segue o link do filme:

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2 pensamentos sobre “[ANÁLISE] “Voldemort – Origins of the heir/Voldemort – A Origem do Herdeiro”

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