Com Amor, Van Gogh & Viva – A Vida é uma Festa. As duas maiores animações do ano

Para quem gosta de desenhos (e quem não gosta?), este fim de ano já está arrebentando com estes dois filmes, que são inversamente proporcionais, mas ainda assim excelentes.

Disney/Pixar acertou em cheio com Viva – a Vida é uma Festa (Coco, no original). A história se passa no México no dia de finados, e é rico em detalhes da cultura local durante a celebração do Dia de los Muertos.

O pequeno Miguel quer ser músico e tem o finado cantor Ernesto de la Cruz como inspiração, mas mora com uma família que proíbe que qualquer música seja tocada, por conta de seu tataravô que era Mariachi e abandonou a família. Ele acaba por cair no mundo dos mortos, onde vai tentar conhecer seu grande ídolo e entender os grandes dilemas e segredos de seus familiares – tantos os mortos quanto os vivos – para encontrar seu caminho de volta pra casa.

O visual é espetacular. No momento em que ele chega à cidade dos mortos foram usadas nada menos que 7 milhões de luzes. As músicas chamam atenção por comportadas que são e focarem mais cultura mexicana. Elas não tem a ambição da estrutura “musical da Broadway” que a Disney sempre usa. E ainda assim são ótimas.

Em contra partida, Com Amor, Van Gogh (Loving Vincent) é de fato uma obra prima. Pela primeira vez na história do cinema temos um filme 100% pintado a mão, usando celuloides e tinta a óleo. Foram 6 anos de produção, com a ajuda de mais de 100 artistas.

A cadência do filme são 12 imagens por segundo, quando o padrão de cinema são 24. Isso dá um efeito mais rudimentar, tornando mais clara a passagem das imagens e aumenta a nossa viagem em tantas cores q rodopiam o filme inteiro.

A história é séria. Um ano após a morte do pintor, Armand, filho de um carteiro que era amigo de Van Gogh, tem a missão de entregar a última carta de Vincent a seu irmão, Theo. Armand acaba conhecendo pessoas e descobrindo segredos sobre as circunstâncias que levaram Van Gogh a cortar a orelha e dar um tiro no estômago (ou será que foi assassinato?).

Todos os cenários são compostos de elementos de seus quadros, principalmente os mais famosos, como nesta imagem cujo cenário é a famosa pintura O Quarto de Van Gogh. O modo como as telas ganham vida é extremamente mágico e hipnótico, que é o forte do filme. A narração se torna um tanto arrastada, mas não fica chato nem estraga.

Ambos são excelentes. E já começou a calorosa discussão se a academia do cinema vai preferir uma técnica jamais vista e dar o Oscar a Vincent, ou se mais uma vez volta o cão arrependido, e o favoritismo a Disney/Pixar vai ser mantido. No entanto Viva é melhor que Moana e Divertida Mente, então as chances são enormes.

Seguem os trailers:

Viva – A Vida é uma Festa

Com Amor, Van Gogh

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3 pensamentos sobre “Com Amor, Van Gogh & Viva – A Vida é uma Festa. As duas maiores animações do ano

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