[Resenha] Se o passado não tivesse asas – Pepetela.

Quando solicitei esse livro, tinha acabado de entrar em uma grande frustração. Pepetela veio ao Rio para lançar “Se o passado não tivesse asas”.

Pepetela, é considerado um dos maiores escritores de língua portuguesa da atualidade. Lançando mais um romance arrebatador que irá nos contar sobre a guerra civil que atingiu Luanda.

Essa resenha é em parceria com  a editora Leya.

Duas personagens femininas, dois momentos de um país. Ambientado em Angola durante a guerra civil e no pós-guerra, ‘Se o passado não tivesse asas”, novo romance de Pepetela, conjuga as trajetórias de Himba, menina que, sozinha no mundo, tenta sobreviver em meio ao conflito, e de Sofia, que deseja uma vida melhor em tempos de crescimento econômico – porém ainda marcados pela desigualdade social e violência. São narrativas que se combinam e completam, somando-se à experiência pessoal do escritor, ex-guerrilheiro do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA). Trata-se de um mergulho nas últimas duas décadas de história do país africano e, sobretudo, de uma reflexão sobre a fragilidade do ser humano e suas mais aterradoras contradições – sempre pelo olhar, pela sensibilidade ímpar de um dos maiores nomes da literatura em língua portuguesa atual, vencedor do Prêmio Camões e autor de obras como Mayombe e A geração da utopia.

Primeiro livro que leio desse autor, tão conhecido pela sua grande obra ”Mayombe”.

Iniciamos a narrativa, conhecendo duas figuras femininas fortes e incrivelmente determinadas. Himba é uma sobrevivente, digo isso não só pelo contexto do cenário mas por ter sido a única integrante de sua família a ter sobrevivido. Seu pai antes de falecer havia planejado uma viagem de fuga para a capital, sozinha e perdida Himba parte para a capital com a ajuda de soldados, e precisa acima de tudo colocar seu instinto de  sobrevivência em prova, já que passará fome, frio, e sentirá medo do desconhecido. Em contra partida avançamos dezessete anos no tempo e conhecemos Sofia, uma jovem adulta que se dedica inteiramente ao seu trabalho e sua vida econômica.

Duas histórias distintas, porém capazes de colocar você para enxergar fora da caixinha, situações desumanas são retratadas no livro e nos faz refletir sobre a natureza humana e estereótipos que usamos quando imaginamos/pensamos sobre um país africano.

Pepetela me surpreendeu e espero poder continuar apreciando suas obras. Já que uma das minhas metas para esse ano, seria ler mais livros com autores/cenários africanos.

  • Editora: Leya
  • Autor: Pepetela
  • Número de páginas: 368
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