[Resenha] O Sangue – As Aventuras do Caça Feitiço

O tempo está se esgotando para Thomas Ward. Sua batalha final contra o Maligno está se aproximando, e o aprendiz do Caça-Feitiço nunca se sentiu mais sozinho em sua tarefa. Isolado e com medo, o Maligno planeja enviar o maior de seus servos contra ele – Siscoi, um Deus Vampiro mais feroz que tudo que ele já enfrentou. Tom deve arriscar sua vida para impedir que as bestas malignas entrem neste mundo, mesmo quando descobre que a destruição final do Maligno pode envolver um sacrifício mais terrível do que ele pode imaginar…

Quando eu vi esse título e a capa do livro, eu confesso que senti um medo muito grande. Não necessariamente pelo o que o título sugere, mas por parecer que finalmente um dos meus maiores temores em relação a trama iria enfim acontecer. Em parte, por alguns angustiantes capítulos, vi meu medo se tornando realidade e mesmo quando recebi um tipo de alívio misericordioso, pra mim o que ficou bem claro desse décimo livro da série As Aventuras do Caça Feitiço, é que não adianta, uma hora vai acontecer. Joseph Delaney apenas preparou o terreno e o nosso espírito.

O Sangue é com certeza um livro muito tenso, segue a viber dos livros anteriores da série mas com um toque maior de mistério e suspense. Ele traz um clima sombrio que me lembrou muito os primeiros volumes, quando o maligno ainda não era um inimigo definido e Tom Ward como aprendiz do Caça Feitiço, tinha como maior preocupação ter que lhe dar com criaturas malignas, menos poderosas,  como feiticeiras e ogros.

Após os acontecimentos na Irlanda, tratado pelo oitavo volume; e o nono volume que traz a estória pelo ponto de vista de Grimalkin, a feiticeira assassina; finalmente encontramos o Caça Feitiço e Tom de volta ao condado . Apesar da ameaça constante e do tempo escasso para combater as trevas, aluno e mestre se mostram dispostos a reconstruir o que perderam com o incêndio que abateu Chippeden e as coisas pareciam relativamente sossegadas até a visita de um novo e inesperado personagem que era nada menos do que um ex aprendiz do Caça Feitiço John Gregory.

Daí em diante, Tom e o Caça Feitiço embarcam numa nova aventura estreita e perigosa, a medida em que a batalha final de ambos com o maligno se aproxima e os inimigos que surgem em seu caminho, servos do maligno, representam uma ameaça cada vez maior a vida de ambos e a todos que amam.

O Sangue deixa claro o quanto é duro e difícil o oficio de caça-feitiço, todos os envolvidos com a profissão sofrem de algum modo pelo trabalho que escolheram. É preciso sacrifícios e também coragem para fazer as escolhas  difíceis, trair e perdoar.  Quanto mais Tom precisa decidir, escolher e fazer sacrifícios terríveis, mais um caça-feitiço ele vai se tornando, com uma identidade e métodos próprios, assumindo cada vez mais um papel decisório que antes cabia a John Gregory, enfraquecido a medida em que as trevas vai criando força e aumentando o seu poder e alcance.

Gostei muito dos personagens incluídos e dos novos desafios propostos, sendo o maior deles as feiticeiras romenas e seu líder, a entidade Siscoi, uma espécie feroz e maligna de Deus Vampiro. Sempre achei que morois e strigois, bem como dampiros, eram invenções da cabeça de Richelle Mead, autora da série Academia de Vampiros, mas com Delaney descobrimos que não, são parte do folclore romeno e base para a construção e definição dos servos do maligno que completam mais uma boa obra das Aventuras do Caça Feitiço. Personagens antigos e conhecido do público do autor como Grimalkin e Alice novamente desempenham um importante papel, sendo Alice a chave para o confronto direto do maligno e em parte o grande motivo por detrás das decisões difíceis que Tom precisa fazer.

Livros da série publicados no Brasil até o momento:

 

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6 pensamentos sobre “[Resenha] O Sangue – As Aventuras do Caça Feitiço

  1. Olá pessoal! Achei o livro interessante, mas nao sei se leria no momento. ISso porque teria que ler todos os outros livro e nao estou com muita folga por aqui. kkkk Mas fico feliz que esse livro segue a linha dos anteriores e com mais suspense… adorooo!
    Resenha muito bem escrita.
    Beijos,
    Monólogo de Julieta

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  2. Pingback: [Análise] O Bestiário | No Meu Mundo

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