O Círculo [Crítica]

Mae (Emma Watson) é uma universitária cujo sonho é trabalhar na maior empresa de tecnologia do mundo, O Círculo. A organização foi fundada por Eamon Bailey (Tom Hanks) e o seu principal produto é o SeeChange, uma pequena câmera que permite aos usuários compartilharem detalhes de suas vidas com o mundo. Mae vê sua vida mudar completamente quando é contratada pela empresa e sua função passa a ser documentar sua vida em tempo integral. O que ela não imaginava, no entanto, é que toda essa exposição teria um preço, não só para ela, mas também para todos ao seu redor.

Um filme que reúne Emma Watson e Tom Hanks é certo que irei assistir. Durante os meses em que os cartazes estavam rodando pela cidade nas traseiras do ônibus a minha curiosidade só foi aumentando.

Mae Holland é uma jovem que possui um trabalho bem desagradável e passa por um momento delicado com a saúde de seu pai que possui uma doença degenerativa. Ela não possuía nenhuma esperança de melhoria até que sua amiga Annie lhe arranja uma entrevista na mais bem sucedida empresa de tecnologia do mundo, O Círculo. A rede dispõe das informações de seus usuários todas em um lugar só,desde e-mails até postagem de fotos e informações bancárias.

Como uma menina do interior ela resiste de início em tornar sua vida tão pública, mas vivendo direto no ambiente do Círculo ela acaba sucumbindo a tornar sua vida cada vez mais pública. Após uma experiência de quase morte, Mae abdica totalmente de sua privacidade e torna-se “transparente” e começa a utilizar uma mini câmera 24 horas por dia presa em sua roupa. Com esta decisão, Eamon Bailey, consegue colocar seu experimento social em prática e a menina passa a ser a nova cara da empresa. No entanto, Mae resolveu estar online com seus seguidores 24 horas por dia, mas como as pessoas a seu redor irão reagir a isso?

No decorrer do Longa é possível ver como a ausência de privacidade pode ser prejudicial e acabar por nos isolar daqueles que nos querem bem por não compactuar com esta decisão. Mae acaba por se afastar de seus pais e até amigos deixam de querer sua presença.

A ideia que o filme nos passa condiz muito com a nossa realidade onde tudo é registrado e postado online, onde a necessidade humana passa a ser os seguidores e as “curtidas”. Apesar do roteiro apresentar falhas as atuações de Emma Watson, Tom Hanks e John Boyega trazem um refresco aos que assistem.

O filme foi adaptado do livro O Círculo de Dave Eggers, e aos que assistem à série Black Mirror pode trazer uma excelente reflexão de como caminha a sociedade e a real importância da privacidade nos dias atuais.

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