Antes Que Eu Vá [Crítica]

Samantha Kingston é uma jovem que tem tudo o que uma jovem pode desejar da vida: beleza, namorado, amigos. No entanto, essa vida perfeita chega a um final abrupto e repentino no dia 12 de fevereiro, um dia que seria um dia como outro qualquer se não fosse o dia da morte de Sam. Segundos antes de realmente morrer, ela terá a oportunidade de mudar a sua última semana e, talvez, o seu destino.

Este foi um filme que eu esperava já há bastante tempo. Meu receio era de que minhas expectativas fossem frustradas mas saí aliviada da sala do cinema. Um filme que conseguiu captar a essência do livro de Lauren Oliver e trazer às telas um filme tocante.

Samanta Kingston é uma adolescente que vive a vida de sonho de qualquer um: namorado lindo,amigas perfeitas e populares. Ela acorda no dia 12 de fevereiro, dia do cupido,achando que seria um dia excelente, porém algumas coisas começam a sair do controle. Ao fim do dia ela sofre um acidente e morre… e então acorda na manhã do dia 12 de fevereiro. Um sonho ou estaria ela presa em um looping?

A partir daí o dia passa a se repetir e nos sentirmos tão desesperados quanto a personagem. É um sonho, um castigo ou ela enlouqueceu?

Ao longo do filme passei por diversos sentimentos. (Ao ler o livro demorei séculos para gostar da personagem, li o pior dela). O transtorno de estar revivendo sempre o mesmo dia sem saber o motivo e com isso poder perceber detalhes que passaram despercebidos ao primeiro momento.

Apesar de as personagens serem adolescentes, o filme se mostra bastante maduro ao abordar temas como bullying, drogas, sexo e a influência das amizades nesta fase. O relacionamento conturbado com a familia sem motivos, perda dos momentos simples entre amigos apenas por ser popular. O valor das pequenas coisas e, o mais importante, a chance de ser você mesmo.

O longa conta com Zoey Deutch (Academia de Vampiros e Dezesseis Luas), Logan Miller (Uma Banda Lá em Casa e Como Sobreviver a um Ataque Zumbi), Diego Boneta (Rebelde e Sceam Queens) e Jennifer Beals (Flashdance e The L Word). Simplesmente não consigo manter imparcialidade perante estes atores, tenho para mim que todos exerceram muito bem os papéis que lhe foram dados.

A fotografia e figurino foi outro ponto que surpreendeu. Sua cores mais frias deram apoio à seriedade do filme. Como pode ser visto na imagem do topo, as escolhas de azuis e cinza fizeram transparecer o humor da personagem durante a descoberta do necessário para seguir em frente.

Numa simplicidade notável o filme traz uma importante mensagem e uma reflexão necessária.

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