Crítica: Z – A Cidade Perdida (2017)

E então eu vi “Z – A Cidade Perdida”, dirigido por James Gray, baseado no livro de David Grann (que, por sua vez, é baseado em fatos reais) e estrelado por Charlie Hunnam (Percy Fawcett), Robert Pattinson (Henry Costin), Sienna Miller (Nina Fawcett) e Tom Holland (Jack Fawcett). Como vi, aqui vai minha crítica.

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“Z – A Cidade Perdida”, como toda adaptação de obra literária e filme baseado em fatos reais, tem algumas falhas. Mas não se deixe enganar, o filme é bom e vale o ingresso. Deixa eu explicar melhor.

O filme conta a história de Percy Fawcett, um membro do exército britânico que, após ser enviado para ajudar como mediador na disputa entre Brasil e Bolívia pela Amazônia, se tornou um grande explorador. Fawcett se junta a Henry Costin e, juntos, eles obtém sucesso em sua primeira missão, a de mapear e explorar as terras amazônicas, principalmente as da fronteira Brasil-Bolívia.

Após a primeira missão, Fawcett alega ter evidências de que há uma “cidade perdida” em meio a floresta e é ridicularizado por membros da Sociedade Geográfica Real e decide voltar e provar que estava correto. A segunda expedição não resulta em nada e ele ainda voltaria mais uma vez, com seu filho Jack, antes de desaparecer para sempre na floresta.

Explicado o roteiro, que já é conhecido por ser baseado em um livro, vamos aos aspectos cinematográficos.

O roteiro em si possui algumas falhas, como a fraca motivação de Fawcett e alguns furos aqui e ali. O filme apresenta um aspecto de filme antigo, que remete às produções de aventura do século passado e aí está um dos maiores acertos, com uma bela escolha de cores.

O filme se sustenta na relação do inglês com o selvagem (índio) e força uma identificação com o personagem principal, uma vez que ele parece ser o único com um pensamento razoável. O pensamento razoável termina quando a esposa pede para acompanhá-lo e ele surta no machismo, mostrando uma outra face de si.

Por falar nela, Nina Fawcett é uma personagem que tinha tudo para roubar a cena, por ser independente e questionadora (claramente feminista e certamente deveria ser uma sufragista), mas esbarra na construção ruim e na atuação de Sienna Miller, que deixa um pouco a desejar.

O trio principal de atores masculinos (Hunnam, Pattinson e Holland) possui uma atuação sólida, com destaque para o brilhante Pattinson, que dá vida a Henry Costin com maestria. Tom Holland também vai muito bem e a interação Percy/Henry e Percy/Jack é muito boa.

O filme tenta humanizar a missão civilizadora do homem branco, focando sua visão sempre no colonizador e suas motivações (um tanto quanto questionáveis). O índio fica em segundo, quase terceiro plano, e são quase parte da paisagem. No fim, ainda esbarra na questão biográfica, com informações sobre os fatos reais sendo expostas na tela preta.

Deixo aqui duas frases que me marcaram e minha avaliação final:

Z – A Cidade Perdida é um bom filme, com tropeços aqui e ali. Vale o ingresso e provoca reflexão. Nota: 7/10

“O homem deve sempre tentar alcançar o inatingível, se não, pra que serve o paraíso?”

“Eu serei livre, mas você não terá escapatória” – índio para Fawcett

“Z – A Cidade Perdida” chega aos cinemas brasileiros em 1 de junho de 2017.

Confira o trailer:

 

 

9 Comments Add yours

  1. Hey!
    Confesso que estou com um medinho de ver o filme e me decepcionar com a atuação do Robert Pattinson, mas eu como uma eterna fã de Twilight, com certeza terei que ver!

    Beijos!
    Paulinha
    http://www.naoleia.com

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  2. Paulinha, não sou grande fã do Pattinson, mas realmente gostei dele nesse filme!

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  3. Adorei a crítica, eu realmente não gosto muito de filmes com essa cara de antigo, estilo Indiana Jones não sei porque, mesmo assim veria porque achei interessante o tema do filme. E gostei da sua abordagem em relação ao filme porque você analisou o que eu pontuaria se visse o filme.
    Parabéns Bernardo
    Beijos!

    https://desconexaoleitura.blogspot.com.br/

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    1. Obrigado pelo comentário, Djamila! Mesmo não sendo seu estilo favorito, dê uma chance ao filme, depois me diga o que achou!
      Mais uma vez, obrigado!

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  4. Olá tudo bem? Ótima crítica! Confesso que quero ver o filme mais pelo enredo em si, como vão trabalhar essa situação do que os atores. E bem os pontos que você levantou, assustam um pouco rs Espero não me decepcionar haha
    Beijos,
    diariasleituras.blogspot.com.br

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    1. Tudo bom, moça? Agradeço imensamente! Quais pontos te assustam? Também espero que você não se decepcione!

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  5. Oi!!
    Amei a crítica. Me despertou o interesse para assistir, pois adoro filmes que se passam em momentos diferentes da nossa história.
    Bjs
    https://almde50tons.wordpress.com/

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  6. amei a crítica, não tinha ouvido falar deste filme mas me sentir na vontade de ver, irei acompanhar outras criticas.

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  7. Emilio diz:

    Os filmes de James Gray sempre se esmeram pelo design de interiores, seja a sala de estar de uma família imigrante ou um quarto de hospital sombrio, ambientes decorados com pequenos traços de memória que ajudam a dar consistência a essas histórias onde questões de hereditariedade e determinismo social são tão importantes. Falar do Charlie Hunnam significa falar de uma grande atuação garantida, ele se compromete com os seus personagens e sempre deixa uma grande sensação ao espectador. Eu amo os filmes com charlie hunnam O mesmo aconteceu com esta produção, Rei Arthur a Lenda da Espada que estreará em TV para mim é um dos grandes filmes de Hollywood.

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