[Especial dia das mães] Sete mães da literatura

Olá amigos!

Hoje é um dia mais do que especial para todos nós, pois é o dia em que comemoramos simbolicamente o dia de todas as mamães, esses seres maravilhosos e únicos, que cuida de nós e nos protege, aconselha e acolhe em todos os momentos da vida!Pensando nisso  e enormemente grata pela existência de alguém assim , resolvi trazer uma pequena matéria trazendo algumas mamães que se destacam no meio literário. Segue a listinha!

Catelyn Stark – As Crônicas de Gelo e Fogo, de George Martin

Michelle Fairley como Catelyn Stark

Depois de George Martin, é impossível pensar em mães da literatura e não lembrar da personagem Catelyn Stark. Em As crônicas de gelo e fogo, Catelyn Stark ver sua família ser completamente desestruturara ao ser envolvida em uma teia de traição e luta pelo poder. Porém, é exatamente perante as adversidades que a narrativa de Martin a impõe, que Catelyn mostra toda a força dessa personagem e se lança numa luta para proteger aqueles que ama  a qualquer custo, mesmo que isso signifique colocar sua própria vida em risco. É impossível não ler a personagem e sentir a sua dor. Impossível também não vê-la na série e enxergar nela uma mãe, que luta, aconselha, trai e faz de tudo para ter seus filhos de volta.

Dona Glória – Dom Casmurro, de Machado de Assis

Eliane Giardini como Dona Glória

Viúva e mãe de Betinho, seu filho único a quem ela devota todo o seu amor, Dona Glória se destaca em Dom Casmurro e desperta empatia no leitor por ser um bom exemplo notável de uma mãe super-protetora, sempre preocupada e capaz de tudo para proteger Bentinho, mais conhecido como Dom Casmurro.

Sinhá Vitória – Vidas Secas, de Graciliano Ramos

Maria Ribeiro como Sinhá Vitória

A beleza em Sinhá Vitoria está justamente em seu reconhecimento com o mundo real e em sua simplicidade. Ela é o tipo de mãe cotidiana e real que luta não apenas pela sobrevivência dos filhos, mas também de toda a família. É ela que cuida de tudo, até mesmo do marido. Sinhá Vitória é a principal personagem a representar a saga da mulher sertaneja e retirante na literatura brasileira. Através de seu olhar, de suas falas e de sua indignação existe a denúncia contra a degradação humana, que permeia todo o romance. Ela é apresentada como uma mulher forte, a personagem que carrega o maior peso da obra e a que sempre precisa tomar uma iniciativa.

Rosa Hubermann – A menina que roubava livros, de Markus Zusak

Emily Watson como Rosa Hubermann

Rosa está aqui pra lembrar a você que existe mães que se tornam mamães por opção e o que o sentimento materno muito das vezes não se restringe ao fato de precisar carregar uma criança por nove meses inteiros. Em plena Alemanha Nazista, Rosa acolhe em seu humilde lar uma criança enviada por uma mãe em desespero que não era capaz de sustentá-la (fica aqui mais uma amostra de amor materno, pois quase sempre é preciso coragem e muito amor para abrir mão de um filho). A primeira vista, Rosa parece uma pessoa dura e áspera, fruto de sua própria situação de pobreza, mas a verdade é que no fundo, Rosa carrega um coração de ouro que ama o marido e aprende a amar sua filha adotiva, Liesel, embarcando com eles numa das empreitadas mais difíceis e perigosas de sua época: esconder um judeu dos nazistas.

Fantine – Os Miseráveis, de Victor Hugo

Anne Hathaway como Fantine

Quando eu penso na Fantine, eu só sinto vontade de chorar, principalmente por saber que assim como Sinhá Vitória, ela não é em nada diferente de muitas mães que existem por aí. Abandonada pelo pai de sua filha,  Cosette, Fantine precisa fazer de tudo para arranjar dinheiro para sustentá-la, até mesmo prostituir-se enquanto morria lentamente de uma doença desconhecida (que aparenta ser tuberculose). Mãe em tempos de uma França de penúria, Fantine é ainda uma personagem bem atual e encarna muito bem até onde uma mãe é capaz de ir para proteger e para dar o de comer a sua cria.

Moley Weasley – Harry Potter, de J.K Rowling

Julie Wlaters como Moley Weasley

Não se faz uma lista de mamães babadeiras do meio literário e se deixa Moley Weasley de fora. Moley encarna muito bem a frase “grande como coração de mãe” e além de ser uma mulher forte e relevante para a trama, é mãe em todos os sentidos. Mãe de sete filhos por quem é loucamente apaixonada: Gui, Carlinhos, Percy, os gêmeos Fred e Jorge, Rony e Gina, Molly ainda abre seu coração a todos que necessitam de um lar, o exemplo mais obvio é o próprio Harry Potter que se transforma numa espécie de oitavo filho e é acolhido pelo circulo familiar dos Wesley. Na ausência de Lilian Potter, Moley assume o papel de garantir ao menino um lugar sempre a mesa, é ela que compra uniformes, manda presentes, compra material escolar e ainda distribui carinho e amor a Harry Potter.

Isabel Pullman – Extraordinário, de  R. J Palacio

Julia Roberts como Isabel Pullman

Que mulher!Que mãe!Não podia faltar!Quando pensamos em Extraordinário, às vezes ficamos um pouco presos ao drama particular de August Pullman e sua mãe acaba ficando meio que em segundo plano. Mas eis aqui uma mulher que luta pelo seu filho de todas as maneiras. Que se devota e se entrega, que muda toda a sua rotina pela a do filho, que o ama simplesmente pelo o que ele é e não pelo o que os outros enxergam quando o olham. Imagine quanta dor já não sentiu, quantas decisões difíceis não precisou enfrentar e mesmo assim Isabel segue a vida ao lado de seu filho sempre com um carinho comovente e muito bom humor.

Chegamos ao fim de mais uma lista, espero que tenham gostado. A equipe No Meu Mundo deseja a todos um feliz dia das mães!!!

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