[Resenha] Os paradigmas de Amy

Quando comprei o livro com a autora ela me disse que sua obra tratava sobre violência doméstica tanto física quanto psicológica contra a mulher. Fui ler já tendo em mente que seria um livro pesado e isso me fez ter certo receio porque não estava querendo curtir uma bad literária.
Pois bem, parece que a própria autora errou ao me vender de seu livro pois ele é mais do que isso. É uma história não sobre sofrimento, mas sim redenção e ter força para recomeçar mesmo que toda sua vida tenha parecido inútil e o recomeço possa parecer algo ilusório e ainda mais difícil e doloroso.

Amy vive no Kansas, em uma cidadezinha pequena onde o machismo ainda reina e se casou com seu primeiro namorado da adolescencia, Mark, herdeiro de uma das maiores famílias da cidade, o que possibilitou que a família de Amy saisse do emaranhado de dividas em que se encontrava. Resumindo, Amy não teve muita escolha e se casou com ele mesmo sem conhecer muito bem quem seria seu futuro esposo. Com o tempo Mark mostrou que era mais um entre muitos homens que tratam as mulheres de forma submissa (quando digo submissa não é da forma com que o Sr. Grey trata Anastasia, onde a submissão está apenas aliada ao sexo, como forma de fetiche, mas sim de uma forma como você ainda encontra muitos homens pensando, achando que a mulher deve sempre estar abaixo de um homem no seu relacionamento).

O livro é pequeno e por isso não tem aquela enrolação que muitas vezes nos deixa saturados, logo nas primeiras páginas vemos o quanto Amy se encontra fragilizada e ainda não enlouqueceu ou até mesmo se matou porque tem como valvula de escape seu filho Thomas, que mesmo com 4 anos não gosta do pai devido às atitudes que ele tem. A narrativa flui de uma forma bem simples nos entregando apenas os detalhes necessários e nada além disso, mas mesmo assim temos cenas um tanto pesadas contendo agressões e estupro fisico e psicologico.

Enfim é uma ótima leitura, que nos mostra a tristeza que muitas Amys passam pela vida e muitas vezes nãos sabem como fugir, mas ao mesmo tempo como disse antes é um livro que te faz bem por saber que ele mostra como podemos lutar por nossas segundas chances. Nele não temos apenas uma protagonista que sobreviveu a isso tudo, mas sim uma mulher que viveu após isso.

Advertisements

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s