[Resenha] Sissi – A Imperatriz Solitária

A “Rainha Encantada”, a mulher mais linda do mundo: a figura da Imperatriz Elisabeth da Áustria-Hungria, carinhosamente chamada de Sissi, sempre desperta fascínio e comoção por onde passa, mas sob tanto deslumbramento vive uma mulher muito mais complexa, que se sente sufocada pelo casamento turbulento e pelos rigorosos protocolos que ditam a vida na corte.

Casada com o Imperador Franz Joseph, amada e odiada por seu povo, Elisabeth é uma das mulheres mais poderosas e influentes do mundo na Viena de meados do século XIX, onde os luxuosos salões do Palácio de Hofburg fervilham não só com valsas imperiais, champanhe e assuntos de Estado, mas também com tentações, rixas e desavenças acirradas.

Espírito livre e sensível, Sissi só encontra paz quando vai para longe das intrigas palacianas e, assim, nasce uma chama que a consumirá por toda a vida: a paixão pelas viagens, que a leva para lugares remotos, onde pode cavalgar livremente e interagir com plebeus.

Mas a vida de um monarca não pertence a ele mesmo, e sempre que o dever se impõe à liberdade de escolha, Sissi é obrigada a voltar à reclusão de seu círculo social, rodeada de fofocas, inveja e tristeza. Grande parte da excelente imagem mundial da Áustria-Hungria depende do carisma de Sissi, e ela precisa fazer a sua parte para salvar o Império. Mas, no final, ela poderá salvar-se?

Elisabeth, Sissi, como conhecida por família, amigos e súditos, era muito jovem quando se casou com Franz Joseph, o Imperador da Áustria-Hungria (império sucessor do Austríaco; caiu após a Primeira Guerra Mundial). Apaixonada pelo Imperador, ela não imaginava que sua vida se tornaria o inferno que se tornou, nem mesmo que seriam anos e anos solitários, tendo que seguir regras e protocolos que beiravam o absurdo, nem mesmo que teria que acompanhar o marido em assuntos do Estado..

Seus três primeiros filhos lhe foram tirados pela Arquiduquesa Sophie(com quem possuía um relacionamento conturbado), mãe de Franz, assim que nasceram, e Sissi mal podia vê-los. Com opretextodeque Siss eramuito jovem e não tinha capacidade de criar o herdeiro de um dos impérios mais poderosos da época. E o marido quase não passava tempo ao seu lado, o que a deixava ainda mais triste e solitária. Após ter quatro filhos, ela fez um acordo com Franz, e a quarta filha, Valerie, seria criada pela própria Sissi. Assim, ela pegou a filha e se mudou para Gödöllõ, na Hungria, enquanto o palácio imperial ficava em Viena, na Áustria.

Achei impossível não sentir empatia por Sissi, vendo como ela era tratada pelos cortesãos do palácio e pela própria Arquiduquesa (que lembrava muito uma bruxa). E Franz não fazia muito para defendê-la, então ela estava praticamente sozinha, vivendo longe de sua família, e tomada por uma solidão angustiante. Porém ao conseguir o passe livre para encontrar a felicidade em outro lugar, Sissi só tem olhos para Valerie e só pensa em cavalgar pelos campos da Hungria, pouco se importando com o resto, inclusive seus outros filhos, Gisela e Rudolph, criados pela Arquiduquesa (a filha mais velha, Sophie, havia morrido ainda pequena). Até receber uma carta de Gisela, que pedia ajuda para a mãe, vendo que Rudy estava sofrendo, e aí Sissi volta para Viena. A partir daí sua presença foi constante em Viena.

Sissi foi uma surpresa pra mim, não conhecia a história dela e me encantei desde o primeiro momento. O livro me ganhou com a comparação de que Elizabeth era a princesa Diana da época dela e eu era\sou apaixonada pela Lady Di. A escrita da autora conseguiu passar a intensidade dos personagens, mesmo os que se mostravam mais distantes, como Franz e sua mãe. Sissi conseguiu me emocionar perante suas escolhas que muitas vezes não eram o que queria. Ser da realeza não era o glamour que pintavam e muito menos o egoísmo que os jornais a acusavam.

Aos amantes de história, Sissi é quase que obrigatório. Muitas informações sobre a época que antecede a Primeira Guerra Mundial e fatos que talvez não sejam tão conhecidos já que a autora fez uma pesquisa aprofundada por conta de sua descendência austríaca. Utilizando, inclusive, de falas reais. Enfim, a leitura é uma experiência muito válida.

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