[Análise] Shingeki no Kyojin (Attack on Titans)

Yo, minaa!

Abril está finalmente chegando e junto com ele a estreia de uma série de animes no Japão muito aguardados por quem curte esse estilo. Dentre os estreante para o próximo mês podemos citar Boruto: Naruto Next Generation (para os mais otimistas), a segunda temporada de Boku no Hero Academia e também a segunda temporada de Shingeki no Kyojin, também conhecido como Attack on Titans, e sem sombra de dúvidas uma das estreias mais aguardadas dentro do universo das animações japonesas.

Pra quem ainda não sabe, o mangá de Shingeki no Kyojin foi publicado pela primeira vez em 2009 no Japão pela revista mensal Bessatsu Shonen Meganizine da editora Kodansha. Criado por Hajime Isayama, o mangá ganhou uma adaptação para uma emissora japonesa em 2013 realizada pelo Wit Studio e logo alcançou uma grande sucesso comercial a nível internacional, rendendo vários jogos eletrônicos, dois filmes live-action, cinco OVAS, além de spin-offs de light novels.

Cercado por uma atmosfera de suspense e terror embalada por uma bem trabalhada soundtrack, a história gira em torno de Eren Yeager, num mundo onde a espécie humana se viu obrigada fechar-se em muralhas para se proteger de criaturas gigantescas que se tornam predadores dos seres humanos, os Titãs. Toda a narrativa se sustenta então, na luta da humanidade para recuperar seus territórios e esclarecer os mistérios relacionados ao aparecimento dos Titãs, criaturas enormes e humanoides de aparência masculina, que não se reproduzem por carecerem de órgãos reprodutores e que atacam e comem os humanos sem um motivo aparente, pois possuem inteligencia limitada.

Pelo menos durante 100 anos, a humanidade conseguiu proteger-se dentro das três muralhadas criadas para essa finalidade, Maria, Rosa e Sina. No entanto, o aparecimento repentino de um Titãs Colossal e de outro encouraçado, sendo o colossal muito maior do que as muralhas de 50 metros, mudaram radicalmente essa realidade, deixando a humanidade a um passo de sua extinção total.

O furioso e determinado Eren Yeager no entanto, nunca conformou-se com a situação de encarceramento impostos pela subjugação da humanidade aos titãs e sempre sonhou em conhecer o mundo fora das muralhas, a ponto de nutrir profundo ódio pela sua condição de carcere e de comida para os misteriosos titãs. Seu rancor se potencializa quando Maria surpreendentemente é aberta com o aparecimento do Titã Colossal e todo o território cercado por ela é invadido pelos titãs menores (de 3 a 15 metros de altura), iniciando uma carnificina sem procedentes, o que acaba por levar ao assassinato de sua mãe que é comida por um dos titãs perante os olhos de Eren e sua irmã adotiva, Mikasa Ackerman, a última sobrevivente de todos os orientais.

Jurando se vingar e exterminar todos os Titãs, Eren junto com sua irmã adotiva e seu amigo de infância Armin Arlert, ao deixar o distrito em que viviam para fugir dos Titãs, se tornam recrutas com o objetivo de ingressar nas forças militares e acabam na Tropa de Exploração, a mais perigosa das divisões militares por ser aquela que se arrisca para fora das muralhas e enfrenta os titãs na busca por informações que pudessem tirar a humanidade da sua plena condição derrotada na luta pela sobrevivência.

Sobrevivência que por sinal, é uma das premissas básicas do enredo que ao seguir uma ideia de sobrevivência a lá Charles Darwin, prega a todo o tempo que no mundo sobrevive aquele que está mais preparado para sua crueldade. Sobrevive aquele que é o mais forte e luta para sobreviver. A própria noção do que seria uma “humanidade” constantemente é colocada em cheque. Na medida em que a humanidade luta contra os monstros que a devora, ela própria é consumida por seus próprios fantasmas internos, pois se por um lado não fica de fora do enredo a nossa inteligencia, companheirismo e engenhosidade, por outro toda a nossa ambição, injustiça, violência, corrupção e egoísmo também são muito bem retratados a ponto de você se perguntar quem seria os verdadeiros monstros. Shingeki no Kyojin é um história sobre sobrevivência, mesmo que isso signifique abandonar tudo aquilo que nos torna humanos e usar tudo aquilo do que mais odiamos, neste caso, os próprios titãs, para sobreviver.

“Se você perder, você morre. Se Você ganhar, você vive. Se você não lutar, você não pode vencer. Então lute!”

Neste clima apocalíptico, ao final dos 25 episódios da primeira temporada, o que ficou foram muito mais perguntas do que respostas. Conforme o enredo avança, as peças embaralham tanto que você sai dele perguntando-se quem de fato são os “verdadeiros vilões”. Os humanos ou tão somente os titãs?Uma coisa pelo menos é certa, o aparecimento do titã colossal dá a entender que a luta é muito mais do que uma simples liberdade e sobrevivência da especie humana. Existe algum segredo em  Shingeki no Kyojin que aparenta ser muito mais importante do que a sobrevivência da nossa espécie, a ponto de pessoas morrerem, se arriscarem e se cristalizarem para proteger tal segredo.

É claro que o anime é baseado no mangá e a medida que a primeira temporada do anime encerrou em 2013 o mangá prosseguiu e nos proporcionou algumas respostas importantes, ainda assim isso não tira toda a expectativa que vem causando a segunda temporada, afinal não é todo mundo que ler o mangá, muita gente prefere assistir apenas ao anime mesmo, principalmente pela qualidade que ele proporciona.

Confesso que no inicio eu me surpreendi bastante com o Eren como protagonista, ele tem cara de mal e em muitos momentos pode ser bem violento, mas ainda assim não foge do estereotipo de protagonista. As vezes cansa olhar para seus olhos arregalados. Ele parece estar sempre assustado. Eu confesso que num mundo daquele eu também ficaria. Mas de quem eu gostei mesmo foi da Mikasa, embora não tem como não gostar do Levi fodão. Mas achei bonitinho o sentimento dela pelo Eren. Seu próprio nome já diz muito sobre esse sentimento e sua personalidade: Mi-Kasa. Acho que o autor fez de proposito.

Como em Game Of Thrones, não tem como se apegar muito a um personagem, porque eles rodam fácil. De qualquer forma, acredito que o que causa um grande reboliço em torno da segunda temporada de  Shingeki no Kyojin, não são nem os personagens em si, mas todo o mistério que o enredo guarda e toda a ação envolvente que ele carrega. O mundo quer saber o que são os titãs. Não sei dizer se isso é bom ou ruim.

Fica com trailer da segunda temporada e sinta o clima!

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