[Resenha] O Senhor dos Anéis : A Sociedade do Anel

Numa cidadezinha indolente do Condado, um jovem hobbit é encarregado de uma imensa tarefa. Deve empreender uma perigosa viagem através da Terra-média até as Fendas da Perdição, e lá destruir o Anel do Poder – a única coisa que impede o domínio maléfico do Senhor do Escuro.

Publicado pela primeira vez em junho de 1954, O Senhor dos Anéis, obra prima escrita por J.R.R Tolkien se desenrola num mundo fantástico em torno do que ficou conhecido como a Guerra do Anel. Guerra esta desencadeada por anel mágico, dotado de vontade de seu Senhor, o UM anel ou para os mais íntimos, O PRECIOSO. Entre muitas de suas artimanhas, o UM anel, forjado sorrateiramente pelo próprio Senhor do Escuro  nas entranhas inflamadas da Montanha da Perdição e ligado ao seu espirito desde que ele fora destruído por Ilsidur (rei dos homens, na guerra entre Elfos e homens contra Sauron, o Senhor do Escuro), tinha o poder maligno de exercer influencia sobre os demais anéis mágicos já existentes, estando estes sobre a posse de homens e elfos.

E conforme muitos já sabem, a narrativa se desenvolve dentro de um mundo único e fantástico conhecido como Terra Média, um mundo belo e perigoso, ocupado pelas mais diversas criaturas, dentre as quais encontramos os corajosos hobbits, os valentes anões, os valorosos homens, os sábios elfos, os poderosos magos e os temíveis orcs.  Seu enredo é uma mistura de elementos medievais com fortes traços da mitologia nórdica, simbolismos, fundamentos religiosos e toda a experiencia de vida de seu criador. O resultado de tal mistura e engenhosidade, inaugura uma estória ambiciosa, que transcende o seu próprio tempo, influenciando obras e pessoas.

Compondo uma trilogia, A sociedade do Anel  é o primeiro volume dessa saga épica, ou o primeiro livro, dependendo da edição que você encontrar. No entanto, para entender A Sociedade do Anel, é necessário falar um pouco sobre O Hobbit, livro em que pela primeira vez nos é apresentado a Terra Média e nos coloca por dentro da aventura do improvável Bilbo Bolseiro, anos antes de se iniciar a Guerra do Anel. Em sua aventura, na luta ao lado dos anões para combater o dragão Smaug, de forma inesperada, Bilbo se depara pela primeira vez com o UM anel e seduzido por ele, mas ainda sem perceber, o carrega consigo, afastando-o da estranha criatura conhecida como Gollum (a quem  o anel pertencia até então). Gollum que é também um dos personagens fundamentais para a narrativa de O Senhor dos Anéis.

Tempos depois, já em A Sociedade do Anel, Bilbo ao completar 111 anos graças a longevidade cedida ele pelo anel mágico, abandona o Condado dos Hobbits, deixando o Anel (meio a contra gosto) para Frodo, seu sobrinho, dando o ponta pé inicial para uma aventura muito maior do que a sua própria, agora protagonizada por Frodo Bolseiro.

Quando se descobre que o anel sob posse de Frodo, não é nada menos do que o Anel criado pelo próprio Sauron, senhor da terra de Mordor e que o mal se agita, lançando uma sombra sobre toda a Terra Média, a partir do Conselho de Elrond (em Valfenda, terra dos Elfos do Norte) uma comitiva ou sociedade é formada  com a função de escoltar Frodo até a Montanha da Perdição, em Mordor, onde o anel deveria ser destruído, pois ele só poderia ser destruído no local em que fora criado.

Nove pessoas participam da Comitiva do Anel para contrapor o número dos Espectros do Anel, antigos reis destinados a perseguirem eternamente o UM anel, já que esses também eram nove. Os nove membros da comitiva são o mago Gandalf, O Cinzento, o andarilho Aragorn II, filho de Arathorn e verdadeiro herdeiro de Gondor (também conhecido como “Passolargo”), o anão Gimli, filho de Glóin, o príncipe elfo Legolas (da Floresta das Trevas), o guerreiro Boromir, da Casa de Gondor  e os hobbits: Frodo Bolseiro, o portador do Anel,  Samwise (Sam) Gamgi, Meriadoc Brandibuque e Peregruin Tûk.

Partindo de Valfenda, a Sociedade enfrenta um caminho de grande dificuldades e ameaças. Precisando lhe dar com espiões de seus inimigos, perseguições, orcs, montanhas congelantes e demônios antigos, além da influencia do Anel que tenta e enfraquece o coração de alguns dentro da própria comitiva, atraindo o mal,  o tempo todo tentando ser usado para atrair atenção da chama gigante em forma de olho que queima e concentra o espirito de Sauron a partir de uma torre negra em Mordor. Depois de muitos desafios, a sociedade se desfaz em Parth Galen, próximo à colina Amon Hen, sobretudo por decisão de Frodo, que parte sozinho com Sam rumo aos portões negros de Mordor.

Eu poderia passar horas falando sobre o desenrolar dessa estória, mas me faltariam palavras para descrever toda a poesia e primor que é essa estória que é tão bem detalhada nas páginas de seu livro, que realmente fica difícil de transmitir tudo em uma única resenha, então vou gastar minhas energias finais traçando um rápido paralelo entre o livro e o filme de 2002, dirigido por Peter Jackson, e aconselhar que vocês leem o livro pois ele é um clássico da literatura mundial e na vida você tem que plantar uma árvore, escrever um livro, ter um filho e ler O Senhor dos Anéis.

Aclamado pelos fãs, muitos o consideram como um dos filmes mais bem adaptados da obra de Tolkien. Foi um grande sucesso de bilheteria e entre os muitos prêmios que ganhou, faturou quatro estatueta do Oscar.

De fato, pode-se considerar que Peter Jackson conseguiu de forma genial uma reprodução quase perfeita do universo criado por Tolkien para O Senhor dos Anéis. Apesar da incrível aproximação que há entre o livro e o filme, a contagem do tempo no livro é muito mais lenta e estendida do que no filme. Por exemplo, o filme te passa a sensação de que alguns dos acontecimentos ocorrem em dias, quando na verdade eles demoram semanas, meses ou anos para se concretizarem no livro. O próprio Frodo, apesar de ser um Hobbit e ter um metabolismo diferente de um homem, no filme aparenta ser muito mais novo do que o Frodo descrito no livro.No filme também não é muito bem explicado o papel de Aragorn como guardião, fica meio solto, você encontra mais detalhes sobre isso lendo o livro evidentemente.

Tirando um ou dois capítulos que ficaram de fora do roteiro final do filme de Jackson, o longa realmente impressiona pela qualidade, pela caracterização dos personagens e pela reprodução da Terra Média, merecendo estar entre os melhores filmes já produzidos para o cinema atual.

Assim que eu puder, falo um pouco dos dois volumes seguintes aqui: As duas Torres e O Retorno do Rei. Essa parte foi mais uma introdução. Nas resenhas seguintes tentarei falar um pouco dos elementos simbólicos que compõe o enredo.

Até!

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