[RESENHA] The darkest minds (Mentes sombrias)

Quando completa 10 anos, a garota Ruby vê sua vida mudar completamente. Além do medo de ser vítima de um vírus fatal que ataca apenas as crianças, ela é rejeitada por seus pais, que a entregam para a polícia especial. Seu destino é Thurmond, um campo de reabilitação criado pelo governo norte-americano para cuidar dessa geração que possui algo diferente e ameaçador: são crianças com habilidades especiais. Elas podem controlar pessoas e objetos só com o poder da mente. Consideradas perigosas, vivem à margem da sociedade. Mas, aos 16 anos, Ruby consegue escapar de Thurmond e muda o seu destino, ao lado de novos amigos, fugitivos como ela: Liam, Zu e Bolota. Juntos, os quatro vivem as mesmas dúvidas, medos e inseguranças. Enquanto enfrentam uma realidade assustadora, fugindo de caçadores de recompensa, da polícia e da Liga das Crianças, uma organização que quer se aproveitar dessas habilidades infantis, eles tentam encontrar o Fugitivo, um líder misterioso que oferece abrigo e ajuda às crianças. E percebem que, apesar de tudo, ainda conseguem sonhar.

Esse livro é uma mini vitória e uma decepção ao mesmo tempo. Primeiramente porque estou seguindo firme no meu objetivo de ler mais livros em inglês, porém, o livro em si, não foi lá essas coisas; alguns momentos até achei que por não estar lendo em português, como de costume, estava perdendo pequenas partes da história, mas não foi o caso.

Quando Ruby completou dez anos, uma misteriosa doença se abateu sobre a América, dizimando quase todas as suas crianças. Porém os sobreviventes acabam adquirindo habilidade psíquicas que não sabem como controlar. Assim eles são enviados para campos de reabilitação, como Thurmond, para onde os pais de Ruby a enviam após um trágico acidente. Agora com dezesseis anos, em um novo mundo onde as crianças poderosas são classificadas por cores de acordo com suas habilidades, quando a verdade sobre o verdadeiro poder de Ruby vem à tona, ela consegue escapar e perseguida tanto pelo governo, quando pela Liga das Crianças, uma aliança rebelde que pretende usar o poder das crianças contra o governo, e até por caçadores de recompensas que pretendem entregar psíquicos fugitivos às autoridades, Ruby, por sorte, encontra um grupo de outras crianças, liderados por Liam, que irá aos poucos se aproximar de Ruby, e juntos partem em busca de Lake River, um lugar que rumores indicam ser gerenciado por um psíquico capaz de protegê-los.

O livro começa bem, meio creepyzinho e tal, meio sombrio, meio “uhhh”, mas daí vai ladeira abaixo e não acontece nada de relevante no resto do livro. Com vilões saindo de todos os buracos possíveis, enquanto eles ficam zanzando para lá e para cá numa enorme bola de tédio que parece não levar a história para frente (o que me fez demorar mil anos para terminar de ler), é bem confuso de entender porque e até por quem eles estão sendo perseguidos para começo de conversa. A explicação dos diferentes tipos de poderes não é feita diretamente, o leitor precisa caçar pistas sobre o que cada cor é capaz de fazer, principalmente o da Ruby, que é negligenciado até por ela mesma, o que dificulta visualizar como esse mundo funciona.

A Ruby principalmente, é um enorme problema. Ela é uma massa enorme de culpa desnecessária e auto-depreciação que é capaz de convencer o leitor de tal maneira que é muito mais fácil acreditar nas infinitas baboseiras negativas sobre si mesma do que torcer para que ela saia dessa bolha de negação. O tempo todo chamando a si mesma de monstro, e que ela é letal, que não pode se aproximar de ninguém e mimimi…. Grande parte dessas inseguranças dela são aceitáveis pelo fato de que ela passou o período de puberdade quase inteiro dentro de um lugar em que as crianças são forçadas a manter um comunicação quase nula umas com as outras — inclusive tem um cena muito legal onde ela depila as pernas pela primeira vez e se corta várias vezes, uma atenção bem interessante aos detalhes da vida de uma menina que cresceu sem a mãe para ensinar as coisas “de menina” — porém isso se estende tanto que me desmotivou bastante a pegar o livro e ler com vontade.

E os outros personagens não salvam muita coisa também. O Liam é esquecível, apesar do romance deles crescer lentamente, de um jeito bem gostosinho. Chubs, que de início eu odiei com todas as forças, constantemente lembrando que a Ruby não deveria estar com eles, e que a Ruby não é confiável e blá, o que é entendível num primeiro momento, mas O TEMPO INTEIRO não dá; quando eu menos esperava eu tava amando infinitamente e não sei de onde isso saiu. A única que roubou minha vida por completo foi a completamente fofa, Zu, uma menininha asiática que parou de falar devido algum trauma do passado e usa luvas amarelas de borracha para evitar que o poder dela machuque alguém, ou seja, QUASE UMA PERSONAGEM SAÍDA DE UM DESENHO ANIMADO.

Apesar dos pesares, o final é muito bom e inesperado, o que na verdade foi uma característica do livro como um todo; o desenvolvimento foi meio inseguro, meio difícil de imaginar para onde a história poderia ir, e isso me agonia um pouco, mas o final foi muito bem pensado e um cliffhanger que, apesar de eu ter lutado muito contra, me deixou com muita vontade de continuar lendo os próximos livros.

PS: A autora faz uma pequena menção honrosa ao Brasil, usando a palavra saudade e explicando que não existe nada que assemelhe a esse sentimento na língua inglesa. Por muitos isso pode passar batido, mas eu adoro quando autores gringos dão um oizinho, mesmo que sutil, para o Brasil.

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