[RESENHA] Para cada infinito

Miguel e Liam são os jogadores mais populares em um site de RPG online. Com a história tomando um rumo inesperado, Miguel decide tentar uma manobra arriscada, que poderá fazer Liam desaparecer para sempre. Porém, se surpreende quando o próprio garoto propõe que eles se conheçam fora da internet. Juntos, em um Gol vermelho, partem sem rumo, a fim de desbravar as riquezas do mundo real, viver pequenos momentos e dar uma chance à verdadeira amizade. Ou até algo mais.

Com uma fofura que parece não ter fim e uma vibe bem filme Cult que com certeza teria a melhor trilha sonora da vida, Para Cada Infinito é uma história que faz as possibilidades da vida parecerem menos impossíveis, menos finitas.

Quando a relação dos personagens dos dois maiores jogadores de um site de RPG, Miguel e Liam, começa a esquentar, eles decidem, depois de muito tempo, se ver pessoalmente pela primeira vez. Á caminho de encontrar Liam, o ônibus em que Miguel estava quebra e o outro se oferece para ir buscá-los, assim eles partem numa roadtrip dentro um Gol vermelha permeada por pequenos momentos que promete os aproximar e marca-los profundamente na pele um do outro.

Miguel é daqueles que é facilmente relacionável. É como se ele fosse uma representação de nossos grandes medos, as inseguranças do dia-a-dia, e o encontro dele com Liam remete a um leque de possibilidades se abrindo. Liam é completamente apaixonável e sempre surge com os melhores diálogos, mas apesar de tê-lo adorado fortíssimo, vejo toda essa influência que o ele tem sobre o Miguel, ele sendo super confiante e o outro sendo o introvertido ao extremo que tem dificuldades em fazer novos amigos, como um clichêzinho, mas, para mim, é um que ainda consegue se consolidar sem parecer cópia de algum outro.

É visível o quanto o Victor põe dele mesmo na história. Quem o acompanha não só pelo canal, mas também pelo Twitter, vai perceber muito isso. Sem deixar de ter sua individualidade, alguns pontos da história têm referências bem visíveis a outros livros como: Simon VS A Agenda Homo Sapiens, que tem uma situação similar do romance LGBT que só se conhece pela internet, e Mosquitolândia, possuindo também uma roadtrip que desencadeia momentos de autodescoberta.

Com uma escrita ágil e gostosa de ler, combinada com uma interação musical a cada início de capítulo que torna a experiência ainda mais linda, a história de Miguel e Liam que cria asas e alça voo por aí ao som de Sparks do Coldplay que ainda está tocando na minha cabeça e me fará lembrá-los sempre que ouvir novamente.

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