[Crítica] Elis: O filme

Cinebiografia da cantora Elis Regina. O filme acompanha a adolescência da artista, com as dificuldades financeiras e os primeiros testes para ter seu talento descoberto, até a ascensão, incluindo o destaque na televisão, os envolvimentos amorosos, as controversas decisões tomadas durante a Ditadura Militar, as brigas com parceiros de trabalho e a dependência de drogas e álcool, que levaram à sua morte precoce

Falar sobre Elis Regina não é uma tarefa fácil. Elis foi e é, uma das cantoras de mais importância da música popular brasileira, com uma das vozes mais belas e forte já vistas. Por tanto, falar sobre essa grande cantora é algo de extrema responsabilidade para a cultura nacional. E ficou nas mãos de Hugo Prata a missão de disseminar a história da cantora para os cinemas.

O filme nos mostra os passos da cantora até finalmente chegar a Cidade Maravilhosa acompanhada de seu pai, onde procurou buscar seu espaço. Até que teve sua primeira grande chance numa boate de Miele (Lúcio Mauro Filho) e Ronaldo Boscôli (Gustavo Machado), onde conseguiu finalmente mostrar seu potencial e fez com que os dois investissem nela, mesmo que com algumas desavenças. Depois de ganhar as noites cariocas, Elis decide largar tudo e ir para São Paulo, onde ela explode de vez nacionalmente e internacionalmente.

Queria destacar logo de início a minha admiração pelos cenários e a caracterização dos personagens que fizeram com que eu me sentisse ali no Rio de antigamente, o Rio dos malandros, do samba, da Bossa Nova. Mas o grande destaque do filme fica para a interprete da personagem Elis, Andreia Horta, que inclusive foi eleita melhor atriz no Festival de Gramado. A atriz entra no personagem de uma forma incrível e consegue nos transmitir toda a loucura, intensidade e genialidade que a nossa querida Elis tinha. Isso sem contar a semelhança física.

Mas como nem tudo são só flores, o filme, ao contrário da interpretação de Andreia, não nos traz tanta intensidade assim, há momentos da vida de Regina que poderiam ter sido mais bem aproveitados, como a época da Ditadura Civil-Militar, por exemplo. Ou até mesmo suas famosas brigas com Ronaldo Boscôli. Outro problema também é o pouco tempo em que tudo aconteceu no filme, em 20min ela sai da posição de desconhecida para uma cantora internacional, poderiam ter contado um pouco mais de tudo que ela passou até finalmente virar a Elis Regina que amamos e conhecemos.

Deixando de lado os defeitos, que não estragam a obra, Elis: O Filme, é de arrepiar. Ouvir aquela voz e sentir a interpretação de Andreia Horta, que parecia uma reencarnação na cantora, não tem preço. É um filme emocionante, e sem dúvidas será muito bem recebido e apreciado pelo público.

  • Título: Elis
  • Gênero: Biografia
  • Duração: 110min
  • Direção: Hugo Prata
  • Coprodução: Bravura Cinematográfica, Academia de Filmes, Globo Filmes
  • Distribuição: Downtown Filmes
  • Data de Estreia: 24/11/2016 (Brasil)
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