[Resenha] Dama da Meia-Noite – Trilogia Artifícios das Trevas

Em “Dama da Meia-Noite”, Cassandra retoma o universo de fantasia urbana da série Os Instrumentos Mortais, que já ganhou a tela de cinema e agora é série de TV exibida pelo canal Netflix. Cinco anos após os acontecimentos de Cidade do Fogo Celestial, acompanhamos os Caçadores de Sombras do Instituto de Los Angeles enquanto tentam descobrir os responsáveis por uma série de assassinatos que vitimam tanto humanos quanto fadas. Agora Emma Carstairs é uma jovem em busca dos assassinos de seus pais, com a ajuda de seu parabatai, Julian Blackthorn. As crianças cresceram e podem se tornar os melhores Caçadores de sua época.

Dama da meia-noite é o primeiro livro da trilogia Os Artifícios das Trevas da Cassandra Clare. Como eu já disse em outras resenhas, eu AMO a escrita da Cassie e uma das minhas trilogias favoritas é: As Peças Infernais. #WillAmorEterno.

Se passaram cinco anos desde os eventos encerrados em a Cidade do Fogo Celestial, o último livro da coleção Instrumentos Mortais. A Guerra Maligna, como ficou conhecida, destruiu inúmeras famílias, inclusive a dos nossos protagonistas. Emma Carstairs perdeu os pais em circunstâncias muito estranhas, porem o caso não foi apurado como devia pela Clave e foi julgado como obra do Sebastian Morgenstern e seus Crepusculares, já que tinham invadido o Instituto de Los Angeles e tudo mais. No mesmo dia da invasão ao Instituto, Andrew Blackthorn, Pai de Julian, foi transformado em um Crepuscular e foi morto pelo próprio Jules que precisou defender um de seus irmãos.

Além de todos os problemas já ocorridos durante a Guerra, os irmãos mais velhos de Julian, Mark e Helen, por tem sangue de fadas (a corte seelie ajudou o Sebastian durante da guerra) foram exilados de Idris, deixando Jules com a responsabilidade de criar seus quatro irmãos menores: Livvy, Ty, Dru e Tavvy. O que ele faz pelos irmãos é de um amor pleno, chega a ser bonito de ver.

Amigos desde crianças Emma e Julian sempre foram muito unidos e para permanecerem juntos se tornaram Parabatai. Os dois se amam, mas a lei é clara: parabatais não devem se apaixonar. Sabe aquelas histórias de amor impossíveis? Então…

Emma nunca acreditou que os pais haviam sido mortos por Crepusculares e manteve uma investigação própria, mas não tinha nada contundente até que novos assassinatos começaram a ocorrem em Los Angeles e os corpos tinham as mesmas marcas encontradas em seus pais. Com essa nova evidencia ela queria retomar as investigações, mas como os corpos encontrados em sua maioria eram de fadas, e desde a Guerra, os caçadores das sombras estão proibidos de investigar, ajudar se relacionar e respirar no mesmo recinto que as fadas a coisa ficou bem complicada. A lei chama-se Paz Fria e tirou as fadas da proteção dos Nephilins e as deixou fora dos Acordos.

As fadas precisando de ajuda para desvendar o problema, propôs uma troca, Emma e os Blackthorn deveriam encontrar o assassino que está matando fadas e Mark, o irmão que foi levado pela Caçada Selvagem ajudaria na busca e ao fim poderia escolher se voltava para sua família ou para a Caçada. Julian não pensou duas vezes ao aceitar.

Mark Blackthorn é um caso à parte. Conhecíamos um pouco do personagem quando ele foi levado pela Caçada e o quanto ele sofreu na época por ser obrigado a abandonar a família e viver em um mundo totalmente diferente. Mas nesse livro ele mudou muito, pois passou a viver sob novos costumes e se adaptou ao Reino das Fadas. A Cassie soube muito bem trabalhar esses conflitos internos do personagem, os relacionamentos físicos e familiares.  Para ele é muito difícil voltar a ser o velho Mark, o irmão mais velho e responsável por 6 crianças sabe? A responsabilidade está ali presente, mas é tudo novo, até as crianças que ele “abandonou” cresceram e a vida seguiu para todo mundo né?

Cassie trouxe a trama, não com citações honrosas, mas participando do desenrolar da historia diversos personagens das series anteriores: Clary, Jace, Magnus, Alec, Tessa e Jem, o que foi genial. Acredito que a Tessa e o Jem serão incisivos nessa nova trilogia.

Algo muito interessante foi a forma com que foram levantadas as questões sociais dando ênfase nas leis severas da Clave e dos Caçadores das Sombras. Sabe aquela história do manda quem pode e obedece que tem juízo? Tipo isso. Essa decisão de penalizar o povo das fadas e os excluir dos acordos por ajudar o Sebastian na Guerra foi muito rigorosa e criou um sentimento de injustiça nos outros membros do submundo. E não é só isso sabe? É uma cultura irrigada de preconceitos e o tempo todo no decorrer da historias somos levados a questionar as regras porque os próprios personagens estão cansados delas.

O universo criado pela Cassie é muito rico e ela consegue desenvolver historias que se permeiam, mas que não caem na mesmice. Cada uma tem sua trama e suas peculiaridades. Vale muito a pena a leitura. Estou aguardando ansiosamente para o próximo livro.

Série os Instrumentos Mortais:

Trilogia Peças Infernais:

Trilogia Artifícios das Trevas:

  • Dama da Meia-Noite;
  • Lorde das Sombras;
  • Rainha do Ar e da Escuridão;

Trilogia Magisterium (Co-participação Holly Black)

  • Desafio de Ferro;
  • A Luva de Cobre;
  • The Bronze Key;
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