[Crítica] Cegonhas: A história que não te contaram

Todo mundo já sabe de onde vêm os bebês: eles são trazidos pelas cegonhas. Mas agora você vai conhecer a mega estrutura por trás desta fábrica de bebês: na verdade, as cegonhas controlam um grande empreendimento que enfrenta muitas dificuldades para coordenar todas as entregas nos horários e locais certos.

Cegonhas entregam bebês; isso todo mundo sabe. Mas em “Cegonhas: A história que não te contaram” veremos a imensa infraestrutura que é a fábrica de bebês. Ou que já foi. Entregar bebês já não é mais tão lucrativo, pois existem outras formas de fazer bebês (risos). O que um dia foi uma imensa fábrica de crianças, hoje é mais uma rede de entrega de encomendas comuns. Quando o cargo de novo chefe da empresa é oferecido à cegonha Junior, com a condição de ele ter que mandar a órfã Tulipa, quem um dia foi o bebê envolvido em um escândalo entre a comunidade das cegonhas, agora com dezoito anos, de volta ao mundo normal, um acidente acontece e uma nova criança é criada depois de muito tempo que os bebês pararam de ser “fabricados”. Sendo assim, no intuito de manter seu potencial cargo de chefe, Junior e Tulipa resolvem entregar o bebê para sua família sem que ninguém precise saber, e, claro, vai rolar muitas tretas nesse caminho.

Com essa premissa super legal que dificilmente teria como dar errado, “Cegonhas” veio sorrateirinho e em disparada tomou, em minha opinião, o lugar de melhor animação do ano (que anteriormente era de Zootopia, que também é incrível). Encantador não só visualmente, cheio de detalhes impecáveis e minimamente pensados, o filme toca em assuntos como: pais workaholics que ignoram seus filhos e desmistifica padrões que precisam ser quebrados de forma sutil para que as crianças também entendam.

O modo como a dinâmica da relação entre Junior, Tulipa e o bebê evolui durante o filme é a coisa mais fofa do universo. Pouco a pouco eles passam a agir como o que seria uma família “tradicional”, que é um ponto que também é retratado de forma muito carinhosa. Tem uma ceninha, perto do final, bem rápida, mas que eu considero muito importante, que mostra diversos tipos de famílias que fogem do que dizem ser um padrão, como casais homoafetivos, entre outros.

Quase matando todos que estavam na sessão de tanto rir nas horas certas, o filme introduz uma gama enorme de personagens maravilhosos que roubam o tempo todo. O excêntrico e bizarríssimo pombo Luke é de chorar de rir toda vez que aparece na tela, com um cabelinho lambido e seu modo de falar super engraçado, a relação do Nando e os pais dele, a família que os protagonistas precisam entregar o novo bebê, poderia cair no esquecimento, por ser um núcleo mais pé no chão se comparado a cegonhas falantes e afins, mas consegue se manter tão interessante quanto o resto do filme, porém nada se compara aos lobos. No meio da aventura que é conseguir entregar o bebê à sua família, os protagonistas dão de cara com uma matilha de lobos que é simplesmente o ponto alto do filme inteiro.

Engraçadíssimo de uma ponta à outra e com o potencial para agradar a todos os públicos, independente da idade, “Cegonhas: A história que não te contaram” vai te deixar com uma cara de gárgula assassina de tanto sorrir com a maravilhosidade infinita do filme.

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