[Crítica] Esperando acordada

Perrine (Isabelle Carré) é uma violinista francesa que almeja mais para sua vida, mas que precisa ganhar dinheiro de alguma forma: para isso, ela toca em festas de aniversário de crianças e em lares para idosos. No caminho para um desses eventos, ela acaba causando um acidente e enviando um homem para o hospital. Determinada a se redimir, ela começa a cuidar do apartamento do homem desconhecido.

Perrine é uma violoncelista quase profissional. Ela trabalha em festas infantis e asilos como animadora. “Esperando acordada” vai contar como no trajeto de uma festa para outra, perdida, ao pedir informação para um homem ela acaba causando um acidente e ele vai parar no hospital, em coma. Ela descobre que ele se chama Fabrice e para “compensar” ela decide acompanhar sua recuperação e manter sua vida em funcionamento. Assim ela vai cuidar de seu apartamento e com isso aos poucos tomará as rédeas da vida dele. Como quem não quer nada, passará a trabalhar como substituta na escola de musica em que ele trabalha, tomará conta de seu filho em sua ausência e se passará por sua prima para poder visita-lo com regularidade. E assim nasce uma relação estranha.

Com um ar cômico tão sutil e despretensioso que acaba caindo no abismo do superficial, o filme consegue prender pelo menos o suficiente para sabermos qual a próxima burrada que Perrine cometerá. Ela é uma daquelas personagens que você acaba torcendo por ela só por não ter outro jeito além de desejar que ela faça pelo menos uma coisa certa. A relação que ela cria com o filho do desconhecido é até fofinha e gostosa de acompanhar, mas quando você pisca já acabou. As partes embaraçosas e bobinhas acabam por ter um foco tão grande que as partes que realmente chegam a interessar duram muito pouco.

O maior erro do filme é que é bem difícil de engolir certas coisas, tipo onde a relação de Perrine e Fabrice vai parar e o quão longe ela, uma completa desconhecida, consegue chegar até que alguém finalmente descubra que ela só está ali fazendo mais nada para ninguém. É o tipo de filme que você sai do cinema e pensa: porque eu vim assistir a isso? É decepcionante o quanto eu fiquei interessado quando assisti ao trailer e tomo essa torta de climão no meio da cara.

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