[Resenha] Corte de Espinho e Rosas – Trilogia Corte de Espinho e Rosas

Em Corte de Espinhos e Rosas, um misto de A Bela e A Fera e Game of Thrones, Sarah J. Maas cria um universo repleto de ação, intrigas e romance.

Depois de anos sendo escravizados pelas fadas, os humanos conseguiram se libertar e coexistem com os seres místicos. Cerca de cinco séculos após a guerra que definiu o futuro das espécies, Feyre, filha de um casal de mercadores, é forçada a se tornar uma caçadora para ajudar a família. Após matar uma fada zoomórfica transformada em lobo, uma criatura bestial surge exigindo uma reparação.

Arrastada para uma terra mágica e traiçoeira — que ela só conhecia através de lendas —, a jovem descobre que seu captor não é um animal, mas Tamlin, senhor da Corte Feérica da Primavera. À medida que ela descobre mais sobre este mundo onde a magia impera, seus sentimentos por Tamlin passam da mais pura hostilidade até uma paixão avassaladora. Enquanto isso, uma sinistra e antiga sombra avança sobre o mundo das fadas e Feyre deve provar seu amor para detê-la… ou Tamlin e seu povo estarão condenados.

Corte de Espinhos e Rosas é o primeiro livro da nova coleção da autora Sarah J. Maas. Primeiro de tudo, a Record esta de parabéns pela belíssima capa!  Por sinal, todas as capas dos livros da Sarah são sempre muito bonitas, mas essa se superou.

Primeira impressão é que seria uma releitura do conto da Bela e a Fera. Há certas similaridades, mas a historia criada por Maas é muito diferente, interessante e rica em detalhes que supera qualquer expectativa!

Eu gosto muito de historias sobre faes (fadas), li Melissa Marr com a Coleção Wicked Lovely e Elle Casey com a Coleção A Guerra dos Fae, cada uma com um ponto de vista diferente, mas com um universo muito rico. Nesse livro os faes criados pela Sarah tem um lado feérico animal, eles realmente se transformam.

Inicialmente vemos que os humanos haviam sido escravizados por anos pelos Fae e finalmente conseguiram se libertar e passaram a coexistir com as fadas separados por uma muralha. Os humanos vivem em uma condição precária e mantém um relacionamento de medo e ódio com os seres místicos.O mundo dos fae, Prythian é dividido em cortes e cada qual tem um lorde supremo, um Grão-Senhor Feérico.

Nossa protagonista é a Feyre, uma humana de 19 anos, que prometeu para sua mãe no leito de morte que iria cuidar de suas irmãs e de seu pai e ajudar no sustento da família. Para obter os alimentos ela caça animais – Katniss dos Jogos Vorazes mandou beijos e lembranças – e em uma dessas caçadas acabou matando um lobo, que na verdade era um feérico em outra forma. Feyre é uma personagem muito bem construída é corajosa e de personalidade forte. Foge um pouco desse estereotipo de menininha indefesa. Seus momentos de fraqueza são mais ligados a sua fragilidade humana de não ter magia em um local mágico do que ser passiva ao que acontece ao seu redor.

Mais tarde, uma criatura bestial surgiu em sua casa chamando-a de assassina e exigindo que ela fosse para Prythian, alegando que segundo um tratado do seu povo, ele poderia puni-la com a morte ou obriga-la a viver entre os feéricos em sua corte já que a mesma havia matado um membro dos fae.

Feyre se viu arrastada para longe de sua família e indo para uma terra mágica da qual nunca tinha visto e só conhecia pelas lendas locais.  Fugir era sua única opção para manter sua promessa e sua sanidade.

Chegando em Prythian, ela descobriu que a fera que a havia levado, era um belo rapaz mascarado e que ele era o Grão-Senhor Feérico da corte primaveril e seu nome era Tamlin. A partir daí, nossa protagonista descobriu que o reino feérico era bem diferente do que ela pensava e que estava bem no meio de uma disputa de poder que acarretou em uma terrível maldição sob aquela corte.

Tamlin, por sua vez se comportou com um gentleman e garantiu a ela que sua familia estava sob seus cuidados e que ela não precisava de preocupar. Quanto mais Feyre conhece Tamlin, mais seus sentimentos por ele se tornam fortes e se transforma em uma grande paixão.

Destaque vai para o personagem de Lucien, um fae sarcástico machucado pela vida, mas de um carisma enorme.

Algo que chamou muito minha atenção foi à presença forte das cores nas descrições. Enquanto Celaena é apaixonada por livros, Feyre é por pintura. Então essa perspectiva artística passa uma sensibilidade para a narrativa. E essa intensidade dá uma visão muito lírica desse novo mundo, sem contar com transformação de dentro para fora que ela passou, essa quebra de conceitos pré fabricados pela lendas que ela ouvia e esse choque com a realidade.

Maas gosta muito de trabalhar essa linha tênue do bem e do mal e isso cria uma complexidade maior em seus personagens. EU AMEI o Rhys. Ele é o nosso bad boy e o Grão-Senhor Feérico da Corte Noturna. É misterioso e tem a sua própria agenda. Sua atitudes são em prol de seu próprio beneficio. A gente sabe que vem um triangulo amoroso por ai.

Amarantha é o lado ruim da força. Ela teve um passado complicado o que a tornou muito amargurada. Mas acho que esse lado vingativo e maldoso já era dela e só se potencializou.

A narrativa é dinâmica e muito intrigante com uma atmosfera sombria muito boa, tendo momentos impossíveis de largar o livro.  Extremamente bem escrita e desenvolvida é uma historia que promete.

Trilogia Corte de Espinhos e Rosas:

  • Corte de Espinho e Rosas;
  • A Court of Mist and Fury (tradução livre: Corte de Névoa e Fúria)

Coleção Trono de Vidro:

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4 pensamentos sobre “[Resenha] Corte de Espinho e Rosas – Trilogia Corte de Espinho e Rosas

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