[Resenha] Um Passo em Falso – Harlan Coben

Um Passo em Falso – Ainda jovem, Myron Bolitar contou com a ajuda do treinador Horace Slaughter para começar a jogar basquete. O relacionamento dos dois era como o de pai e filho, mas com o tempo eles perderam contato e Myron abandonou o esporte.

Dez anos depois de ver Horace pela última vez, Myron conhece Brenda, filha do antigo amigo e uma bela estrela do basquete. Trabalhando como agente de atletas, ele poderá fechar um contrato valioso com a jogadora se descobrir o paradeiro de Horace, que sumiu repentinamente após agredi-la. Desde então, Brenda começou a receber ameaças por telefone e a ser seguida. Myron não acredita na culpa do amigo e resiste a ser guarda-costas da moça, mas acaba cedendo.

Determinada a não fazer papel de donzela indefesa, Brenda provoca uma atração irresistível em Myron, que vive um relacionamento amoroso debilitado. Porém, existe entre eles um abismo de corrupção e mentiras, além de segredos pelos quais muitos arriscariam a vida.

Mesmo contra o bom senso, Myron segue investigando o caso. Disposto a conquistar o coração de Brenda, ele está ciente de que um passo em falso pode acabar matando os dois.

Eu queria ter mais coisas para falar sobre esse livro, justamente por ele ser um livro diferente dos livros que li com Myron Bolitar. Talvez os eventos desse livro funcionem como um divisor de águas na vida do personagem… Mas a verdade é que não se tem muito o que dizer além da velha receita à lá Harlan Coben: Myron envolvido em algumas investigações cabeludas, muitas piadinhas cômicas(ou tentativas delas), Win sendo Win, noites em claro na vida dos leitores e um final que ninguém – mas ninguém mesmo – poderia adivinhar!

Dessa vez Myron se ver investigando o desaparecimento do pai de sua atraente cliente e jogadora de basquete em ascensão , Brenda Slaughter.  Quanto mais Bolitar investiga o desaparecimento misterioso de Horace Slaughter, seu primeiro técnico de basquete a quem não via há dez anos, mais Myron se ver em meio de um verdadeiro abismo de mentiras e segredos que muitos arriscariam a vida para guardar.

Quanto mais os segredos em torno do desaparecimento de Horace se aprofundam, mais Myron se aproxima da atraente Brenda Slaughter, o que nos faz perceber, apesar das insistência de Coben de tratar assuntos do coração superficialmente, que o relacionamento entre Myron e Jessica não anda bem das pernas. E até compreendemos – embora tenha ficado entrelinhas – o motivo que os levou a uma separação da primeira vez. O mesmo motivo escondido por trás dos receios de Myron quanto ao futuro dos dois.

Em alguns momentos eu achei as atitudes de Myron em relação as investigações meio estranhas, precipitadas e até mesmo arrogantes. Confesso que me irritei muito com ele e não consegui ver graça em muitas de suas piadas. Essa coisa dele sempre querer agir heroicamente(embora ele não faça mesmo por mal pois é acima de tudo um cara integro) me cansou um pouco. Às vezes queria que ele desse mais ouvidos aos conselhos de Win (que ele sempre arrasta consigo nas trapalhadas que se mete, mesmo sabendo como Win é).

Win pode ser muito duro nas palavras e sobretudo em suas ações, mas é amigo de Myron e verdadeiro pra caralho, sempre com os dois pés bem enfiados na realidade. Com muita frequência sinto que Myron precisa disso. Tirar as lentes cor de rosa e olhar melhor para a realidade.

Talvez um maior amadurecimento desse personagem seja o grande legado desse livro. Talvez essa tenha sido a intenção do autor, ensinar Bolitar a ser mais prudente por intermédio da dor porque pela primeira vez as coisas terminaram muito ruins para o nosso protagonista. Pessoas inocentes foram feridas seriamente, em parte pela própria ingenuidade de Myron com o mundo e principalmente com as pessoas.

Foi um livro estranho para mim. Me deixou pensando no final e me surpreendeu como se eu estivesse lendo um livro do Coben pela primeira vez.

Harlan Coben mais uma vez provou que quem ver cara não ver coração, que a maldade não tem um rosto definido. Provou que os maus nem sempre são tão maus e que a verdadeira maldade pode estar a espreita aonde menos esperamos.

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