[Análise] O Círculo Rubi – da série Bloodlines

Aviso de Spoilers – dependendo do que você entende por spoiler!

O Círculo Rubi – Depois que Sydney Sage escapou das garras dos alquimistas, que a torturaram por viver um romance proibido com Adrian Ivashkov, o casal passou a viver exilado na Corte Moroi. Hostilizada por todos ao seu redor por ser uma humana casada com um vampiro, a garota quase não sai de casa e perde a noção do tempo, trocando o dia pela noite.
Mas logo Sydney se vê obrigada a abandonar seu refúgio, já que seu coração continua apertado desde que Jill Dragomir desapareceu. O sumiço da jovem princesa vampira coloca em risco toda a estabilidade política dos Moroi… Então quem estará por trás desse sequestro? Sydney precisa dar um jeito de trazer a amiga de volta — e ao mesmo tempo alcançar sua própria liberdade.)

Um dos motivos que me levou a ler a série Bloodlines foi o fato de achar que Richelle Mead encerrou muito mal a série Academia de Vampiros. Não me levem a mal, mas achei mesmo que ela pisou feio na bola no final de VA. A autora criou um universo vasto, maravilhoso, intrigante e envolvente que soube desenvolver perfeitamente bem pelo menos até o volume final onde as coisas ao meu ver meio que desandaram.

Quando terminei a leitura de o “Último Sacrifício” fiquei com a sensação frustrante de que faltava muito ainda a ser feito. Fiquei com raiva do destino dado a alguns personagens que foram importantes para a trama, por isso parti de coração aberto para a série Bloodlines.

Embora Bloodlines possa ser considerado uma apêndice de VA por fazer parte do mesmo universo e compartilhar de muitos personagens em comum, acho que o romance improvável entre Sydney e Adrian, uma humana e um vampiro Moroi, deu origem a uma nova identidade, ao surgimento de algo novo nascido da experiencia de Richelle Mead com Academia de Vampiros. Bloodlines inseriu elementos novos e específicos ao mundo vampiresco criado por Richelle Mead, tal como as feiticeiras de Palm Springs e os fanáticos “Guerreiros da Luz”, além de nos permitir uma maior visão em torno da complexidade que é a organização Alquimista e nos apresentou a uma variedade infinita de novos personagens, alguns odiosos, outros carismáticos, mas todos com o selo de qualidade Richelle Mead.

Nos primeiros volumes acompanhamos a inserção mais profunda de Sydney num universo que ela foi criada para odiar, mas que pouco a pouco, quanto mais se envolvia com os vampiros, principalmente com Adrian, teve seus preconceitos, medos e paranoias pessoais desconstruídos um a um, aprendendo a respeitá-los e amá-los, principalmente a Adrian, envolvendo-se com ele num romance comovente que nos arrastou para uma história de arrasar corações. Tenho certeza que muita gente perdeu noites de sonos por causa desses dois. Acompanhamos também o amadurecimento de Adrian, embora entre trancos e  barrancos, já que a imaturidade é algo mesmo inerente desse personagem.

Como torcemos por Adrian em “Feitiço Azul” ou nos desesperamos e choramos como o final de “Coração Ardente” e foi preciso enfrentar toda a angustia vivida pelos personagens em “Sombras Prateadas”. Não tenho dúvidas que Richelle criou uma história original, cativante e tão volumosa que não dava para respirar enquanto líamos. Por isso acho que posso afirmar com certeza que “O Círculo Rubi” foi um dos livros mais aguardados do ano. A expectativa em torno dele era imensa!Todos queriam saber qual qual era o grande segredo que abalaria o universo dos vampiros. Quem tinha sequestrado Jill?O que seria de Sydney e Adrian?

Além de todo o reboliço em torno dele, ele é simplesmente o último capítulo de uma série que conquistou o seu espaço em nossos corações. Por isso eu não acreditei no marasmo que encontrei quando iniciei a leitura.

Mas não fiquei preocupados…Pelo menos não muito!

O mistério em torno do desaparecimento de Jill é solucionado. O “grande segredo” que abalaria o universo vampiro abala mesmo, quer dizer, mais ou menos e  Adrian e Sydney conquistam sua liberdade e a o tal batido final feliz.

Meu problema com “O Círculo Rubi” foi COMO  essas coisas aconteceram. Como foram desenvolvidas. Não consigo encontrar nada melhor para classificar o desenvolvimento desse livro a não ser coisas do tipo: idiota/desnecessário e previsível/óbvio etc.

Posso citar alguns momentos em que fui tomada por esses sentimentos:

a) Trancafiados na Corte Moroi, a relação de Adrian e Sydney ficou meio estremecida devido a falta de liberdade e foi tomada por receios em relação ao futuro. Ok. Plausível. Só não gostei da tentativa de dramaticidade que a autora criou em cima disso. Me irritava sempre quando um ou outro se agarrava a esses questionamentos pois senti claramente que isso era uma tentativa da autora para preencher o vazio de alguns capítulos, para ter o que falar. Claro que que os mocinhos precisam de um dilema pessoal para se ocuparem no desenrolar da narrativa. Só achei essa insegurança meio inadequada e desnecessária depois de tudo o que eles tiveram que enfrentar pra ficarem juntos.

b) Quando enfim surgiram pistas consistentes a respeito do paradeiro de Jill, nossos amigos se envolveram numa caçada ao tesouro tão idiota que eu custei a acreditar no que estava lendo. Ainda mais que logo de início fica OBVIO quem desapareceu com Jill.

c) E o que foi mesmo aquilo entre o Adrian e o Dimitri doze livros depois?Eu quase desmaiei de tão desnecessário que foi aquilo. Confesso que tive que parar de ler e fiquei uns bons dias sem tocar no livro. Estou até agora tentando descobrir como devo me sentir em relação a isso.

Lógico que nem tudo foi terrível!

Richelle soube muito bem usar todos os personagens que criou para Bloodlines, com exceção de alguns é verdade, mas não que tenham feito falta.

Também gostei muito da participação mais efetiva de Rose e Dimitri(apesar do lance over entre ele e Adrian), mas continuei sentindo falta do Christian kkkkkkkkkk.

Na realidade, o ponto mais positivo do livro em minha opinião foi a narrativa da autora. Sempre inteligente e bem humorada. Da mesma forma  o carisma dos personagens funcionou como o grande condutor da história, sustentando-a bem até o final.

Certamente que esperava muito desse último livro. Fiquei decepcionada de verdade por ele não ter sido tão bom quanto os anteriores. Até hoje já li três séries escritas por Richelle e já percebi que ela coloca tudo o que tem nos volumes que busca amadurecer as história que cria, mas parece que sempre perde as força no final. Fica sem trunfo, sem grandes cartadas. Fiquei com essa sensação em todos os livros finais que li dela e com o “O Círculo Rubi” não foi diferente. Ela até tenta criar coisas para preencher o vazio que sentimos no decorrer de sua narrativa. Tentar criar coisas fenomenais mas a verdade é que não funciona muito bem. Pelo menos não achei que funcionou muito até agora.

Fora que sim, muitas coisas permaneceram ainda indefinidas, suspensas no ar e sem resolução. Outras acho que ela se esqueceu de mencionar:. A lei que a Lissa queria colocar em curso foi aprovada, Richelle?

Enfim, não achei o livro ruim, mas algo cheio de falhas que devido a grande expectativa que criou não fechou muito bem e não chegou ao nível dos livros anteriores.

Outros livros da série Bloodlines:

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