[Resenha] Enfeitiçadas – Trilogia Crônicas das Irmãs Bruxas

Enfeitiçadas – Antes do alvorecer do século XX, um trio de irmãs chegará a idade adulta, todas bruxas. Uma delas terá o dom da magia mental e será a bruxa mais poderosa a nascer em muitos séculos: ela terá poder suficiente para mudar o rumo da história, para suscitar o ressurgimento do poder das bruxas ou um segundo Terror. Quando Cate descobre esta profecia no diário de sua mãe, morta há poucos anos, entende que precisa repensar seus planos. Qual será a melhor opção: servir a Irmandade, longe dos olhos vigilantes dos Irmãos Caçadores de Bruxas, aceitar uma proposta de casamento que lhe garanta proteção e segurança ou abandonar tudo e viver um grande amor proibido?

Prepare-se para se encantar com os jovens pretendentes de Cate, abominar o ódio e a repulsa que os Irmãos dedicam a meninas e mulheres, e aguardar ansiosamente pela sequência de As Crônicas das Irmãs Bruxas.

Adoro me surpreender! A trilogia Crônicas das Irmãs Bruxas da autora Jessica Spotswood não foi o achado da década, mas esta valendo a leitura.

Como toda historia de época a descrição da indumentária e da ambientação para mim é muito importante, porque não adianta te jogar em um universo e polir os detalhes te deixando meio perdido. Demorei um pouquinho para me habituar, pois o inicio não estava muito claro em qual período estávamos, mas depois a coisa fluiu muito bem.

É bizarro ver uma sociedade tão arcaica, machista e retrógrada. Os homens eram a massa superior, aqueles que pensam e as mulheres serviam apenas para serem donas de casa e se fossem analfabetas era ainda melhor.  Eles se utilizam da fé para repreendê-las e se colocam na posição de julgar e impor suas vontades.  È minha filha pisa fora da casinha para você ver se não era julgada como bruxa e sentenciada a uma vida em um manicômio ou coisa do gênero. Sendo bruxa ou não todas tinham o mesmo fim, basta ir contra aos ideais dos Irmãos.

A Fraternidade se tornou a lei maior na Nova Inglaterra, após a queda das filhas de Perséfone quase levando a extinção das bruxas no século XIX. As regras dessa irmandade são muito rigorosas que impõem a submissão e a política do medo. Sendo assim, as poucas bruxas que restavam passaram a se esconder e evitar a sociedade ou praticar a submissão e se esconder sob as regras de um casamento.

Cate é uma garota de dezesseis anos que perdeu a mãe muito nova, e como era a irmã mais velha ficou incumbida de lidar com as responsabilidades de criar suas irmãs. É muito difícil principalmente porque elas escondem um grande segredo, as três são bruxas. Enquanto as irmãs anseiam pela magia, Cate se torna cada vez mais receosa, pois ela sente o medo pelo o que pode vir acontecer se caso forem descobertas.

Aos dezessete anos todas as jovens da cidade precisam decidir que caminhos seguiram para suas vidas. Suas opções são poucas: ou se casam ou se tornam membros de uma irmandade religiosa só para mulheres (são cultas, mas reclusas da sociedade, fazem trabalhos comunitários). No caso de Cate, todas as opções eram terríveis, ela não queria de forma alguma ficar longe de suas irmãs, ainda mais depois que encontrou o diário de sua mãe e descobriu sobre uma profecia que possivelmente esta ligada a elas.

Como a historia é contada em primeira pessoa, conhecemos bem a visão da Cate. Ela é extremamente altruísta, indecisa, insegura e controladora (boa combinação né?), mas conseguimos ver nitidamente o seu senso familiar, tipo ela abandona tudo pelas irmãs, joga fora felicidade e amor. A Maura é a irmã do meio, sinceramente que pessoa intragável. É egoísta, prepotente e invejosa. Quer ser melhor que todo mundo e ser o centro das atenções, mas no final sempre acaba fazendo um bando de besteiras. A Tessa é a mais querida, é talentosa, obediente e muito madura para sua idade.  O relacionamento delas é bem conflituoso, mas é visível o quanto se amam e se importam uma com a outra.

A parte romântica da historia não foi negligenciada e como sempre rolou um triangulo amoroso meio as avessas. Porque na verdade Cate nunca amou Paul, seu amigo de infância, sempre nutriu um carinho muito grande, mas amor amor não era. Ele era apenas uma boa opção de casamento. Já o Finn era o jardineiro da família – nada mais clichê que a mocinha se apaixonar por um empregado de sua casa, mas enfim… – e o clima de romance entre os dois começou de forma despretensiosa. Aos padrões da sociedade a pessoa certa é o Paul, por poder proporciona-la uma qualidade de vida igual ou similar a que ela tem em casa, mas é aquela historia né, ninguém manda no seu próprio coraçãozinho.

Finn é um personagem encantador. Ama livros e é um homem para além do seu tempo. O que numa sociedade como essa é quase água no deserto.

Com uma narrativa bem fluida a autora conseguiu finalizar seu primeiro livro de uma forma significativa deixando todos bem curiosos para ler o desenrolar dessa historia, sem contar as reflexões sobre a submissão feminina e outras questões abordadas mostrando essa sociedade fragmenta e arcaica. Valeu a leitura.

Trilogia Crônicas das Três Irmãs Bruxas:

– Enfeitiçadas;

– Amaldiçoadas;

– Predestinadas;

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