[Resenha] O Sétimo Filho – Por Camila Coutinho

Aviso: Possui spoilers sobre os livros da série “As Aventuras do Caça Feitiço e do filme “O Sétimo Filho”

Nesta última Quinta-Feira, estreou nos cinemas brasileiros, um filme  tanto quanto aguardado para os fãs da saga “As Aventuras do Caça-Feitiço. O filme que levou o nome de “O Sétimo Filho” é mais um daqueles filmes que causam decepção para os que acompanham e são apaixonados pelos livros.

Segundo a Universal, o filme seria baseado no primeiro livro da série     (As Aventuras do Caça-Feitiço, O Aprendiz), mas quem foi conferir de perto, pode concluir totalmente o contrário.

O filme conta a história de Thomas Ward (Ben Barnes), um sétimo filho de um sétimo filho, que tem algumas visões do futuro, e uma vontade imensa de mudar a vida e fazer algo realmente  grande.

Em uma dessas ele acaba encontrando John Gregory (Jeff Bridges), o atual Caça-Feitiço do condado, que está a procura de um sucessor, já que seu último aprendiz, Billy Bradley (Kit Haringtom), sofreu um terrível acidente em sua última missão.

John Gregory então começa a treinar Thomas, para combater as trevas, e principalmente uma inimiga antiga, que está a solta mais uma vez.

O filme conta também, com um romance proibido entre Tom e uma de suas inimigas naturais (uma feiticeira), já que ele é responsável por deter, todos os tipos de entidades malignas.

Eu sinceramente não consegui ver o filme, como uma obra alternativa ao livro. Com exceção dos nomes e alguns elementos, o filme foi todo mudado.

Pra começar o Thomas do livro, tem apenas 12 anos, e é um menino covarde e confuso, que apesar de não querer ser um fazendeiro como o irmão mais velho, só topou embarcar missão, por sua mãe, que tem a convicção de que ele será o futuro do condado.

Já o Thomas do filme é um cara bem mais velho, super confiante e decidido, e apesar de ter visões do futuro, só topou ir, porquê John Gregory o comprou e quase o levou a força.

Alguns spoilers, também foram totalmente desnecessários, pois acontecimentos que só ficam claros depois do segundo livro, foram jogados no filme, como por exemplo: A mãe de Thomas ser uma feiticeira, ou a mãe de Alice (Alicia Vikander)  ser de fato Lizzie Ossuda (Antje Traue) – Até então ela pensava ser sua tia, apesar de serem tão parecidas fisicamente.

A tentativa do romance forçado entre Tom e Alice , me deixou um pouco indignada. E apesar de sabermos, que eles se amam, o amor entre eles, é uma coisa pura e tímida, que vai nascendo aos poucos, em meio a uma amizade.

Algumas incrementadas básicas (fail), que me deixaram com vontade de xingar muito no Twitter o Joseph Delaney é claro, por ter permitido tal atrocidade, de colocar Mãe Malkin (Julianne Moore), como um antigo affair de John Gregory.

A velha mãe Malkin do livro, era velha mesmo, e apesar de cruel, ela não era tão forte. Ahhh ela também não era uma lâmia que virava dragão como no filme, mas fazer né?

Depois de me decepcionar tanto, eu não quero e nem tenho esperanças, que sejam lançados mais filmes sobre a série. Porém espero que com isso a Bertrand Brasil, possa traduzir mais rápido, os cinco livros restantes da série que ainda não foram lançados no Brasil, pra acalmar meu frágil coração e ter a certeza de que ler, é sempre melhor que a adaptação para as telonas.

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