[Resenha] Enquanto a chuva caia

Enquanto a chuva caía – Erik não procura mais a garota dos seus sonhos. Vive em busca de adrenalina e de uma razão para continuar cumprindo tarefas obscuras. Ele sabe que é muito bom no que faz e não vê nada que possa ser melhor do que os seus dias repletos de perigo. O que Erik não esperava é que sua paixão por correr riscos seria a sua ruína. Ameaçado, ele precisa fugir para o exterior e viver disfarçado de cidadão comum, trabalhando como advogado em uma grande empresa.
Marina comanda o império da família depois de seu pai ter sucumbido ao mal de Alzheimer. Precisa suportar ver os pais tombarem diante da ação implacável do tempo, enquanto ainda carrega a ferida provocada pela morte do jovem marido. Com o comando das empresas nas mãos, ela percebe que nem todas as atividades da corporação obedecem aos manuais de boa conduta.
Quando ambos se encontram, presente e passado se misturam, dando início a um mistério arrebatador que os atrai a uma paixão incontrolável. No entanto, os segredos, cedo ou tarde, virão à tona e os colocarão em lados opostos da balança.
Nenhum dos dois é inocente, mas será que eles aceitarão as verdades que tanto se empenham em esconder? É possível construir um futuro mesmo depois de descobrir que nesta história não há mocinha nem herói?

Este livro é de uma autora nacional, Christine M. ( que tive o prazer de conhecer na bienal de São Paulo e é uma fofa).

Comprei pela sinopse e pela propaganda da Novo Conceito  (que diga se de passagem é maravilhosa, a equipe de marketing da editora está de parabéns).

A história se passa entre São Paulo e Estados Unidos mudando as narrativas entre Erick e Marina que são os protagonistas dessa história. Ela com apenas 25 anos, teve que assumir a empresa multimilionária do pai que sofre de Alzheimer e tendo ficado viuvá e ainda não se recuperado . Erick com um emprego nada ortodoxo e normal sendo um advogado com uma vida dupla no Brasil, com um passado de magoas e tristezas por relacionamentos nada perfeitos é um bad boy cativante.

Por motivos obscuros em seu “emprego” Erick é enviado a Nova York para dar um tempo em suas atividades e quando chega a cidade por acaso conhece Marina trocando o pneu do seu carro em uma tempestade e nem sequer imaginando que ela é a CEO da empresa que irá trabalhar.

Christine soube muito bem levar a trama, os segredos dos personagens, o mistério que envolvia a trama, o romance nada convencional.Todas as duvidas quanto a um relacionamento, a confiança um no outro, os medos que envolvem um casal sobre o passado fazem com que o romance dos dois seja muito real. A historia é cativante e envolvente.

Senti falta de um pouco mais da história em si, os acontecimentos narrados, o por que de certos eventos mas isso não tirou a maravilhosa escrita e não deixou a trama chata ou tediosa. Pelo contrario, os capítulos curtos nos deixavam com vontade de ir logo para o próximo para saber qual o acontecimento que viria.

Esse livro merecia até um snip off pra sabermos o que acontece depois do final que lemos. Quem sabe a Chris lê essa resenha e nos presentei?!

Nada como uma narrativa simples, objetiva e interessante para nos deixar com vontade de quero mais e valorizar cada vez mais nossos autores nacionais. Christine M. merece destaque no meio literário pela história e Enquanto a chuva caia é uma bela pedida de leitura.

“Tem algo nela que eu não consigo decifrar, parte me diz que se eu me aproximar vai ser encrenca, e a outra diz que ao fazer isso, ela pode fugir. Mesmo assim, eu só quero poder dar mais um passo em sua direção.”

“Dúvida. É isso que te faz sair de onde está. É a dúvida, e não a certeza, que te tira do sossego e bagunça o que estava indo perfeitamente bem.”

“Não sei o nome do que estou sentindo por essa moça de cabelos naturalmente coloridos e também não sei se deveria estar me aproximando tanto porque meu faro, aquele que não deixa nada escapar, me diz que ela é confusão das grossas. Contudo, sei que é tarde demais para querer me afastar, e sei também que é bom demais para que eu queira que acabe. Percebo que, enfim, existe algo que está acima de todas as coisas que não sei e de todas as outras de que só desconfio: Marina.”

Nota: 4/5

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