[Resenha] Fortaleza Digital

Em Fortaleza Digital, Brown mergulha no intrigante universo dos serviços de informação e ambienta sua história na ultra-secreta e multibilionária NSA, a Agência de Segurança Nacional americana, mais poderosa do que a CIA ou qualquer outra organização de inteligência do mundo.
Quando o supercomputador da NSA, até então considerado uma arma invencível para decodificar mensagens terroristas transmitidas pela Internet, se depara com um novo código que não pode ser quebrado, a agência recorre à sua mais brilhante criptógrafa, a bela matemática Susan Fletcher.
Presa numa teia de segredos e mentiras, sem saber em quem confiar, Susan precisa encontrar a chave do engenhoso código para evitar o maior desastre da história da inteligência americana e para salvar a sua vida e a do homem que ama.
Uma corrida desesperada se desenrola paralelamente nos corredores do submundo do poder, nos arranha-céus de Tóquio e nas ruas de Sevilha. É uma batalha de vida ou morte que pode mudar para sempre o equilíbrio de forças no mundo.
“Fortaleza Digital é o melhor e mais realístico suspense tecnológico lançado em muitos anos. A habilidade de Dan Brown para tratar do conflito entre as liberdades individuais e as questões de segurança nacional é impressionante… Impossível não ficar arrepiado a cada página.”

Fortaleza Digital é o terceiro livro de Dan Brown que eu leio e o primeiro livro publicado pelo autor. Um intrincado suspense cheio de mistérios e reviravoltas de arrepiar os pelos!

A temática dessa vez é bem interessante e realista. Fortaleza Digital relata basicamente toda a polêmica que gira em torno da espionagem digital, sobre o conflito tangível entre as liberdades individuais e as questões de segurança nacional. Quem aí se lembra do caso Edward Snowden, que ficou conhecido no mundo inteiro por revelar detalhes do programa de vigilância dos Estados Unidos?Deu o maior bafão. Sei que Brown publicou esse livro em 1998, mas não tem como não lembrar do Snowden!Ainda mais que a instituição envolvida no burburinho tanto na ficção quanto na realidade foi a NSA (Agência de Segurança Nacional).

No livro, a NSA é uma organização ultra secreta e multimilionária, que possui o computador de decodificação mais caro e mais fodastico do mundo. O TRANSLTR. Um super computador que tem como função primordial decodificar mensagens criptografadas enviadas pelas internet e assim proteger a integridade do neurótico EUA de ataques terroristas. O problema é que esse computador, que é ainda mais ultra secreto do que a própria NSA, tem acesso a qualquer mensagem enviada pela internet, sendo ela de uma facção terrorista ou de uma dona de casa trocando receita de bolo com sua comadre. Não importa. O TRANSLTR pode interceptar e decodificar tudo. Por isso as coisas ficam estranhas quando ele se depara com um novo código que não pode ser quebrado, o Fortaleza Digital.

O que eu mais curto quando leio Dan Brown, é que ele é brilhante. Realmente brilhante. Ele sabe das coisas. Tem conhecimento dos fatos e consegue magicamente transmitir isso para os seus livros. Mas tem um lado negativo nisso tudo, que é compreensível, mas que no meu caso foi o responsável por me fazer largar a leitura de Anjos e Demônios logo nas primeiras páginas. E fiz isso pelo menos umas quatro vezes. Não conseguia por nada passar das primeiras vinte páginas!

O que acontece, é que em todo inicio do livro do Brown, você vai se deparar com a característica professoral marcante do autor. Ele vai te dar uma aula conceitual, através de seus personagens. E se sua cabeça vira do avesso quando o assunto é antimatéria (Anjos e Demônios) ou criptografia/códigos de computadores e a odiosa matemática como é o caso de Fortaleza Digital, vai preparando o Doril!Vai precisar. Eu não estava entendendo nada. Acho interessante. Mas não entra na minha cabeça. Enfim, se você conseguir passar dessa fase explicativa de Brown, vai ser presenteado com histórias de arrancar o folego. Mas só depois das aulas!

Isso serve para nos familiar com o assunto a ser discutido, nos integrar no universo que ele está construindo, mas é a parte mais cansativa dos livros na minha opinião.

Mais uma vez a narrativa do autor é marcada por capítulos curtos e tudo acontece em um único dia. O livro é marcado por vários povs, o que facilita muito na hora de juntar o quebra cabeça e nos dar um panorama maior de todos o ângulos da estória.

O que me surpreendeu foi a protagonista ser uma mulher, a brilhante matemática Susan Fletcher. Quer dizer, Susan era pra ser a protagonista, mas não foi isso que senti. Ela me irritou bastante durante o livro todo. Foi bem apática e maria vai com as outras. No final das contas, achei o noivo dela, David Becker (me diz como não associá-lo com o gato do David Becker?Heheh) muito mais protagonista do que ela!

Alguns dos mistérios propostos pelo autor estavam bem óbvios, não tinha como errar. Mas o que surpreende nesse livro é o seu desenrolar, sua virada drástica de mesa que te faz pensar: Uau!Como foi que não pensei nisso!?Brilhante!Recomendadíssimo pra quem gosta de um suspense inteligente e de qualidade!

Outros livros do autor resenhado pelo blog:

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2 pensamentos sobre “[Resenha] Fortaleza Digital

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