[Resenha] Boa Sorte

 Escrito por Sergio Mellark (sergiomellark@gmail.com)

Baseado no conto “Frontal com Fanta”, de Jorge Furtado, a produção conta a história de amor entre João (João Pedro Zappa) e Judite (Deborah Secco). João é um adolescente com muitos problemas de comportamento, o que faz com que sua família o interne em uma clínica psiquiátrica. Lá ele conhece Judite e logo se apaixona por ela, mas tem um problema… Judite, por portar Aids, não tem muito tempo de vida. O casal vive intensas aventuras dentro da clínica, e assim João passa a enxergar a vida de um modo diferente, e dá um novo sentido a vida de Judite.

Confesso que no começo achei que ia ser um típico filme brasileiro sem graça, onde só chamava atenção pelos nomes de atrizes como Deborah Secco (Que eu achei que estaria com resquícios da sua ultima personagem famosa no cinema, Bruna Surfistinha), Fernanda Montenegro e Cássia Kiss. Minha opinião mudou a partir dos primeiros cinco minutos!

Não espere que seja uma produção ao nível americano, mas também não deixa a desejar. Posso dizer que é um filme feito para a pura arte, para aquela compreensão que você tem ao admirar um quadro, não é um filme com o final feliz feito para o mercado. Esse é o tipo de filme em que você apenas sente, sem saber se expressar verbalmente.

Posso dizer que é uma produção incrível! Temos uma direção que nos faz sentir envolvidos por aquela história e as atuações (Dando um grande destaque para o estreante no cinema, João Zappa) que são impecáveis, te fazem rir e chorar ao mesmo tempo. Pena que não posso falar o mesmo sobre o enredo… Pois temos um final inconclusivo, apenas explicando alguns pontos e deixando MUITOS em aberto, e personagens que não são tão bem desenvolvidos. Justamente por ser um filme artístico, esses dois elementos fechariam o filme com uma chave grande de ouro.

Enfim, eu não conseguia falar nada após a cena final… Somente olhar para a tela do cinema, escutar a música que João ensina a Judite a tocar durante o filme, e sentir algo que é inexplicável. Eu veria de novo e recomendo para aqueles que vão ao cinema apreciar a obra cinematográfica em si, sem ficar comparando com outros filmes, mas apenas para sentir o que o filme quer transmitir. Os fãs de grandes romances adorarão também.

Avaliação: 3.5/5.0

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